Os governos da Lituânia e da Letônia decidiram bloquear o uso de seu espaço aéreo pelo avião que levará o primeiro-ministro eslovaco Robert Fico até Moscou.
O líder eslovaco prometeu encontrar uma rota alternativa para participar das comemorações do Dia da Vitória em 9 de maio e prestar homenagem aos libertadores de seu país. Fico confirmou que as autoridades bálticas enviaram comunicação oficial sobre a proibição.
Ele classificou a decisão como anormal entre membros da União Europeia e lembrou que a Estônia já havia adotado medida semelhante contra sua aeronave em ocasião anterior. O premiê eslovaco reforçou que nada o impedirá de expressar gratidão aos soldados que libertaram a Eslováquia do nazismo na Segunda Guerra Mundial.
Cerca de 10 mil militares do Exército Vermelho, do Exército Romeno e do 1º Corpo do Exército Tchecoslovaco morreram durante a operação que expulsou as forças de ocupação nazistas do território eslovaco. Robert Fico planeja ainda visitar o antigo campo de concentração de Dachau e as praias da Normandia.
Ele descreveu toda a jornada como uma peregrinação pela paz, conforme noticiou o portal RT. O bloqueio imposto agora repete episódio anterior, quando os países bálticos restringiram o acesso aéreo para as celebrações dos 80 anos da vitória sobre o nazismo.
Na ocasião, Fico e o presidente da Sérvia, Aleksandar Vucic, precisaram alterar suas rotas e voaram por Hungria, Romênia, Mar Negro e Geórgia. Em edições anteriores do desfile do Dia da Vitória, Fico foi o único líder da União Europeia presente nas comemorações em Moscou.
Chefes de Estado como o presidente chinês Xi Jinping, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o venezuelano Nicolás Maduro e o egípcio Abdel Fattah el-Sisi compareceram a essas solenidades. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que Moscou ficará satisfeita em receber representantes de países amigos nas celebrações deste ano.
A lista final de convidados ainda não foi divulgada pelas autoridades russas. A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, havia desaconselhado líderes da União Europeia a participarem dos eventos em Moscou, sugerindo que as homenagens fossem feitas em Kiev.
Fico classificou a declaração como desrespeitosa e a comparou a uma forma de chantagem política. O impasse atual revela as divisões internas da União Europeia sobre a abordagem em relação à Rússia, com os países bálticos mantendo postura de confronto enquanto a Eslováquia defende o diálogo direto e o reconhecimento do papel histórico russo na derrota do nazismo.
Com informações de RT.
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Marcos Conservador
20/04/2026
Esses países do Báltico estão certos em se precaver. Moscou continua sendo o centro de um projeto ideológico perigoso que muitos fingem não ver. Fico devia era ficar em casa e cuidar do seu povo, em vez de se meter com os comunistas de Putin.
Mariana Ambiental
20/04/2026
Mais um capítulo da geopolítica servindo de palco pra disputa entre potências e seus vassalos. Enquanto isso, seguem ignorando as crises ambientais e alimentares que realmente importam. O planeta queimando e os caras brincando de bloqueio aéreo.
Francisco de Assis
20/04/2026
Esses países do Báltico ainda vivem presos na lógica da Guerra Fria, achando que bloquear avião vai mudar o rumo da história. O mundo está cansado dessa submissão cega à OTAN. O Brasil segue outro caminho: diálogo, soberania e cabeça erguida. É assim que se constrói respeito de verdade.
Karina Libertária
20/04/2026
Olha, esse pessoal do leste europeu adora um drama, né? Ficam bloqueando espaço aéreo como se isso fosse resolver alguma coisa. Se cada país cuidasse melhor da sua própria economia e investisse fora, como eu fiz aqui em Miami, talvez não precisassem dessas birrinhas geopolíticas.
Alice T.
20/04/2026
Karina, fácil falar de “birrinha geopolítica” morando em Miami, né? Enquanto isso, quem tá lá no meio do fogo cruzado entre OTAN e Rússia é que sente o impacto real dessas decisões.
Clarice Historiadora
20/04/2026
É curioso ver Fico insistindo em ir até Moscou quando metade da Europa tenta se afastar do autoritarismo russo. A Lituânia e a Letônia só estão repetindo a história: pequenas nações que aprenderam, a duras penas, o preço da submissão. Quem não lê o passado acaba voando em círculos sobre os mesmos escombros.
Celio Fazendeiro
20/04/2026
Mais um teatrinho da turma europeia querendo posar de moralista. Bloquear espaço aéreo pra punir conversa é coisa de burocrata mimado. Deviam era cuidar das próprias lavouras e parar de depender de gás russo, que no fim sempre acaba vindo de algum jeito.
Zé Trovãozinho
20/04/2026
Mais um capítulo da histeria antirrussa da turma da OTAN. Bloqueiam até o ar que alguém respira se não for pra bajular Bruxelas ou Washington. Depois reclamam quando chamam a Europa de Cuba do Norte.
Maura Santos
20/04/2026
Zé, histeria mesmo foi o apagão diplomático que a extrema-direita causou quando achou que podia brincar de geopolítica com meme de Telegram. A Europa pode ter seus erros, mas pelo menos lá o povo ainda discute política com luz acesa.
Fernando O.
20/04/2026
É impressionante como a Europa ainda vive essas disputas simbólicas de quem pode ou não sobrevoar o território. No fim, o bloqueio serve mais para sinalizar posição política do que para mudar algo concreto. Os números de comércio e energia entre esses países continuam falando mais alto que qualquer gesto diplomático.
Jeferson da Silva
20/04/2026
Esses países do leste europeu adoram bancar os xerifes da OTAN, mas quem paga o preço é sempre o povo trabalhador, que sofre com sanções e cortes de energia. Fico queria dialogar, e os caras preferem fechar o espaço aéreo. Depois falam em democracia e liberdade… mas só vale quando interessa aos poderosos.
Lurdinha Deus Acima de Todos
20/04/2026
Gente, isso tá parecendo o começo de mais uma confusão mundial 😱🙏! Esses países aí brigando por espaço aéreo… daqui a pouco fecham até o céu, misericórdia! 🇧🇷🇺🇸 Que Deus tenha piedade e proteja todos nós dessas loucuras políticas! 🙏💥
Augusto Silva
20/04/2026
Calma, Lurdinha! Não é o apocalipse, é só geopolítica em alta voltagem. O céu continua aberto — o que anda fechado mesmo é o bom senso de quem transforma diplomacia em guerra santa.