Uma pesquisa da Fundação Carlos Chagas em parceria com o Ministério da Educação revela que 71,7% dos gestores de escolas públicas brasileiras relatam dificuldades para enfrentar casos de bullying, racismo e capacitismo.
O estudo fundamentou a criação do Guia de Clima Escolar Positivo para Equipes Gestoras. Ele aponta que 54,8% das escolas jamais realizaram um diagnóstico estruturado sobre o clima escolar.
O pesquisador Adriano Moro, do Departamento de Pesquisas Educacionais da Fundação Carlos Chagas, coordenou o trabalho. Ele afirma que a ausência de monitoramento contínuo compromete a implementação de políticas eficazes de convivência.
Moro ressalta que muitas escolas desenvolvem ações relevantes, mas essas iniciativas permanecem isoladas e sem continuidade adequada. Os gestores identificam a sobrecarga das equipes escolares como um dos principais entraves ao avanço das medidas necessárias.
A falta de profissionais com formação específica agrava ainda mais o cenário encontrado nas unidades de ensino. A resistência a mudanças institucionais e a alta rotatividade de servidores completam a lista de dificuldades relatadas.
Os educadores também encontram obstáculos para conseguir engajamento coletivo em torno das propostas de melhoria. Práticas como rodas de conversa e escuta ativa já são adotadas em diversas escolas públicas.
A mediação de conflitos ganha espaço, assim como os projetos socioemocionais e o acompanhamento psicopedagógico voltado aos estudantes. A pesquisa ouviu 136 gestores de 105 escolas públicas em dez estados brasileiros.
O trabalho de campo ocorreu entre março e julho de 2025 e abrangeu Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Sergipe e São Paulo. Além das questões de violência, 67,9% dos participantes relataram problemas para fortalecer os laços entre escola, famílias e comunidade.
Outros 64,1% dos gestores enfrentam desafios na construção de bons relacionamentos entre os estudantes. O índice de 60,3% aponta dificuldades para promover o sentimento de pertencimento dos alunos à escola.
O Ministério da Educação lançou o Guia de Clima Escolar Positivo integrado ao Programa Escola das Adolescências. O objetivo é equipar as equipes gestoras com ações coordenadas e permanentes que melhorem a qualidade da educação nos anos finais do ensino fundamental.
O material oferece ferramentas práticas para o enfrentamento dos problemas identificados na pesquisa. Mais informações podem ser encontradas no site oficial do Ministério da Educação.
Com informações de Metrópoles.
Leia também: ONU recomenda ao Brasil ensino sem farda após pedido do Psol
📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho
Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.


Pedro Silva
10/05/2026
Pois é, mais um estudo mostrando o que a gente já vê na prática: a bagunça tá generalizada. Adriana, se fosse só “ideologia de gênero” não teria 71% dos gestores reclamando de racismo e capacitismo também. O problema é mais embaixo, mas enquanto político de todo lado só quer empurrar a culpa pro outro, a escola pública vai continuar nesse caos.
Adriana Silva
10/05/2026
71,7% é mentira! O MEC comunista quer enfiar ideologia de gênero nas escolas! Faz o L e vai pra Cuba!
Mariana Ambiental
10/05/2026
Adriana, se 71,7% é “mentira”, me explica de onde você tirou os 100% de certeza — foi do mesmo oráculo que te disse que “ideologia de gênero” causa violência? Enquanto isso, o agronegócio que você defende segue desmatando e financiando a desigualdade que bate na porta da escola.
Eduardo C.
10/05/2026
71,7% é um número expressivo, mas sem os dados brutos da amostra e o intervalo de confiança, a gente não sabe se isso reflete a realidade nacional ou apenas um viés de resposta. Antes de qualquer palpite moral ou político, eu gostaria de ver a correlação entre esses relatos e indicadores objetivos como taxa de evasão, presença de psicólogos e efetividade das intervenções aplicadas. Sem métrica, isso é só anedota com gráfico.
Adalberto Livre
10/05/2026
LUISA VC É UMA IGNORANTE! IDEOLOGIA DE GÊNERO E ESCOLA SEM DEUS É A CAUSA DESSA VIOLENCIA TODA! ANTES NÃO TINHA NADA DISSO, ERA CADEIA E RESPEITO! AGORA COLHEM O QUE PLANTARAM!
João Silva
10/05/2026
Adalberto, essa relação de causalidade direta entre “ideologia de gênero” e violência escolar não se sustenta nem na sociologia nem na criminologia crítica — o que temos é o reflexo de uma sociedade estruturalmente desigual que a escola, sozinha, não pode consertar.
Nadia Petrova
10/05/2026
Que tragédia ver gestores tentando lidar com bullying e racismo enquanto Silvia e Marina querem transformar a escola em catequese e o Tadeu só pensa no PIB. O problema não é falta de Deus nem de mercado – é falta de Estado que garanta direitos civis básicos e um ambiente onde liberdade individual e respeito à diversidade não sejam tratados como ideologia. Enquanto a bancada da Bíblia e a bancada do lucro brigarem, quem apanha são os alunos.
Tadeu
10/05/2026
Sempre a mesma novela. Enquanto ficam nessa guerra de “falta de Deus” contra “culpa do Estado”, ninguém para pra pensar no estrago que isso causa na produtividade futura do país. Mão de obra mal formada e ambiente hostil só afastam investimento. Mas fazer o quê, é mais fácil brigar na internet do que encarar os números.
Marina Costa
10/05/2026
Amém, Silvia Ramos! Enquanto as escolas e famílias não voltarem para os princípios bíblicos e a disciplina, essa violência só vai piorar. O problema começa em casa, com pais que entregam a educação para o Estado e acham normal o relativismo moral.
Julia Andrade
10/05/2026
Marina, eu entendo que seu argumento parte de uma visão de mundo coerente com seus valores religiosos, mas reduzi-lo a “falta de Deus” ou “relativismo moral” é simplificar demais um fenômeno complexo que a sociologia e a criminologia crítica estudam há décadas. A violência escolar não é um desvio moral individual, mas sim o sintoma de um tecido social rompido por desigualdades estruturais. Escolas públicas brasileiras, especialmente nas periferias, são territórios onde o Estado se faz presente sobretudo pela repressão policial e pela ausência de políticas de permanência, como lazer, cultura, saúde mental e formação docente continuada. Apontar o dedo para a “família” ou para a “falta de disciplina” é jogar a responsabilidade para as vítimas do mesmo sistema que sucateia creches, fecha postos de saúde e não oferece renda mínima. Não se trata de relativizar a moral, mas de entender que a moral mesma é moldada pelas condições materiais em que as pessoas vivem.
Você menciona que “o problema começa em casa”. Sim, claro que o núcleo familiar é crucial no desenvolvimento afetivo e ético. Mas estamos falando de um país onde 40% das crianças vivem em lares com insegurança alimentar, onde muitas mães solo trabalham 12 horas por dia para sustentar os filhos e não têm tempo para acompanhar a rotina escolar porque o transporte público é precário e o salário não cobre o básico. Quando você coloca a culpa nesses pais, você silencia as condições objetivas que estruturam a vida deles. Não é falta de “temor a Deus” que leva um adolescente a se envolver com o tráfico de drogas: é a ausência de horizontes de futuro, a discriminação racial e territorial, e a sedução de um capitalismo predatório que transforma corpos negros e pobres em mercadoria descartável. Se a Bíblia fosse garantia de paz, países com altíssima frequência religiosa, como os Estados Unidos, não teriam taxas de encarceramento massivo e violência armada.
Por fim, Marina, acho perigoso esse discurso de que “entregar a educação para o Estado” é o problema. O Estado somos nós — a sociedade organizada politicamente. O que queremos não é menos Estado, mas um Estado que invista em escolas com tempo integral, psicólogos, educadores sociais, projetos de arte e esporte. A Suécia e o Canadá não têm escolas baseadas em princípios bíblicos, e conseguiram reduzir drasticamente a violência juvenil com políticas de bem-estar social e justiça restaurativa. Se você realmente se importa com a violência nas escolas, sugiro olhar para os estudos de violência estrutural e para os orçamentos públicos: vemos verba para armamento de guardas municipais crescendo, enquanto o programa de reforço escolar é cortado. Talvez o verdadeiro “relativismo moral” seja o de quem fecha os olhos para a miséria concreta e prefere um discurso confortável de salvação individual.
Silvia Ramos
10/05/2026
Essa pesquisa só confirma o que venho falando há anos: a falta de disciplina e de temor a Deus nas escolas é a raiz de toda essa violência. Enquanto ensinarem ideologias e relativismo moral em vez da Palavra de Deus, os jovens vão continuar perdidos. As famílias precisam voltar à Bíblia e as escolas respeitar os valores cristãos!
Luisa Teens
10/05/2026
Fala sério, Silvia, a culpa não é de “ideologia” e sim do Estado sucateado que vocês mesmos elegeram #ForaBolsonaro