O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que os navios começaram a transitar pelo estratégico estreito de Ormuz. A declaração ocorre após o anúncio de um acordo de paz entre Washington e Teerã, mediado pelo Paquistão, para encerrar o conflito e reabrir a vital via marítima. Trump fez a afirmação em sua plataforma Truth Social, enquanto se dirigia à cúpula do G7 na França.
O acordo preliminar prevê a reabertura do estreito de Ormuz, o fim do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos e a cessação imediata e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano. A assinatura formal do Memorando de Entendimento está agendada para sexta-feira, 19 de junho, na Suíça, com autoridades de ambos os países se reunindo em Genebra.
O mercado global de petróleo reagiu positivamente às notícias do acordo. O barril de Brent, referência internacional, registrou uma queda de cerca de 4%, sendo negociado próximo a US$ 84, enquanto o petróleo WTI recuou para aproximadamente US$ 81 por barril. Especialistas alertam que a normalização completa das operações pode levar meses. Operações de varredura de minas podem durar entre 40 e 50 dias, impactando a confiança de seguradoras e empresas de transporte.
Trump destacou que os navios carregados de petróleo estão utilizando uma rota segura que atravessa as águas territoriais de Omã, uma área anteriormente preocupante devido à presença de minas marítimas. Ele indicou que um adiamento na assinatura inicial do acordo foi motivado por operações de remoção de minas no estreito.
Questões mais complexas, como o programa nuclear iraniano, o descongelamento de ativos e a suspensão das sanções econômicas internacionais e americanas contra o Irã, serão discutidas em negociações adicionais que devem se estender por um período de 60 dias, a partir da assinatura formal do pacto.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, expressou a expectativa de que a passagem se mantenha livre de pedágios a longo prazo. Ele afirmou à CNBC que a questão será um dos pontos das negociações técnicas que se seguirão.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, indicou que taxas poderão ser cobradas por serviços marítimos essenciais. Baghaei ressaltou que estas taxas não seriam pedágios de trânsito, mas sim custos relacionados a serviços de navegação, proteção ambiental e seguros para as embarcações.
Trump mencionou que discutirá esforços de desminagem durante a Cúpula do G7 na França. A Organização Marítima Internacional registrou um total de 46 ataques a navios internacionais ao longo do período do conflito, evidenciando a instabilidade prévia na região.
A representação iraniana na cerimônia de assinatura incluirá o vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, e o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, além de outras autoridades. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que as Forças Armadas israelenses permanecerão em zonas de segurança no Líbano, Síria e Gaza por tempo indeterminado.


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