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Judiciário brasileiro não é só corrupto. É corrupto e nazista

Por Miguel do Rosário

05 de fevereiro de 2018 : 20h39

Não tenho outro adjetivo para descrever uma justiça que se nega a permitir que uma mãe de cinco filhos, lactante, acusada de posse de 8 gramas de maconha (sic), aguarde o processo em liberdade: é uma justiça nazista.

Inclusive não concordo com o tweet do Gregorio Duvivier, que reproduzo abaixo apenas como curiosidade. Para mim, essa postura de Duvivier é de um moralismo inacreditável, do mesmo tipo de moralismo que abriu espaço para a Lava Jato, operação que é o supra-sumo do nazismo jurídico vigente no país.

A justiça brasileira tem de ser humana e justa. Para todo mundo, pobres e ricos.

Não é insuflando ódio contra a “mulher de Cabral”, ou contra o “filho da desembargadora”, que iremos ajudar ninguém.

O que precisamos fazer é expurgar a cultura fascista da sociedade, e isso se faz com educação, cultura e debate.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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18 comentários

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Vinícius

07 de fevereiro de 2018 às 12h20

Rosário, o que o Duvivier deixou cristalino é que o Judiciário e seus agraciados, isto é, apaniguados por familismo, inclusive “familismo político” (Holanda) e “elite do dinheiro” tudo podem… Aqui no país, “ser pobre” é ter a “marca de Caim”.

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C N Morais

06 de fevereiro de 2018 às 21h08

Duduvier apenas deixou claríssimo, usando ironia aplicada, que a Justiça Brasileira utiliza a Constituição como arma contra os inimigos dela – aqueles que não comungam com a Loja. Para os “seus”, a CF é letra morta, como ficou evidente nos exmplos usados pelo humorista.

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    Titina

    06 de fevereiro de 2018 às 22h26

    Faço minhas as suas palavras

    Responder

Eliane F. C. Lima

06 de fevereiro de 2018 às 14h20

Não vi nada de errado nas palavras de Duvivier: quando li a notícia, imediatamente, também a comparei com a decisão judicial sobre a mulher de Cabral. Também não achei que ele estivesse insuflando ódio algum. Não vi nada disso. Há alguma dúvida de que o fato da criatura ser pobre foi o que marcou a decisão judicial de negar-lhe o benefício? Sinceramente, estou até agora tentando entender a alegação do artigo acima. E olhe que trabalho com entendimento de texto, essa é minha especialidade. Para mim, o único “senão” do texto de Duvivier é aquele “quem” com letra minúscula iniciando a frase. Uma questão gráfica, não de conteúdo. Concordo com ele em gênero e número ( e não em grau, como o pessoal adora dizer, porque não existe concordância em grau).

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Luiz Carlos

06 de fevereiro de 2018 às 12h10

judiciario sujo, canalhas e estao da lata do lixo isto pelos verdadeiros trabalhadores, menos os coxinhas

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Leonardo Leão

06 de fevereiro de 2018 às 09h27

Miguel,
Cada vez mais admiro você. Humanista só tem um lado: o do humanismo, do caminha da barbárie à civilização humana.
Convivi co Sua Graça Iluminada D. Hélder, o pequenino gigante irmão dos pobres. Ouvi dele que “a paz não é um caminho, é o caminho”.
Só há paz se nos reconhecermos, todos, verdadeiramente irmanados em nossa humanidade.
Só o humanismo, fundado em empatia e solidariedade, nos permitirá vida longa, feliz e pacífica neste planeta.
Africanos, palestinos, índios, sem-terras, pessoas com as mais diversas limitações ao redor do mundo, famintas, oprimidas e em holocausto precisam de esperança. E nós éramos a esperança dessa gente humana como nós.
Vamos à luta! Há muito mais que um poder a recuperar. Há um exemplo de resposta à ganância do neofeudalismo, retrógrado e gerador de miséria, a ser dado.
O Brasil é muito mais que a corja de canalhas que assaltou o poder. Somos muito mais que eles. Nem balas pra matar todos nós eles têm. Muito menos gente nossa que a isso se proponha.

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evaldo cunha Ciríaco

06 de fevereiro de 2018 às 08h46

E o Helicoca Laurita Vaz, teras pego alguma carona nele, ou não importa! quantos presos ou acusados formalmente dona Laurita.?

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Danyyel

06 de fevereiro de 2018 às 08h28

Duvivier quis dizer é que a justi;a é seletiva, ou seja, usa dois pesos e duas medidas. Ele cita um caso que a pouco tempo atrás repercutiu na mídia de um jovem que foi preso flagrado com mais de uma centena de drogas e armas, mas, com a interven;ao de uma desembargadora – sua máe – ela obrigou as autoridades que libertassem seu filho. E assim, ocorreu.

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Valmir

06 de fevereiro de 2018 às 07h13

Duvivier apenas explicitou a realidade atual, atual e secular. A coisa é escancarada e uma das razões do golpe é manter a educação restrita para que a elite continue com a reserva den de mercado na produção dos seus pretorianos togados.

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Sonia Barbosa

05 de fevereiro de 2018 às 23h45

Concordo com você, Miguel do Rosário!
Quanto ao Duvivier, nunca acreditei em suas palavras como pessoa de consciência progressista! E o pior, a esquerda (maioria) bateu palmas para ele como se fosse o “novo”. Ah! Me poupem!

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    Miguel do Rosário

    06 de fevereiro de 2018 às 09h24

    Sonia, o Duvivier é sim, um progressista e um grande aliado. Minha crítica a ele é pontual. Também faço duras críticas a Lula e a Dilma, e, sobretudo, ao PT, por uma série de coisas.

    Responder

Antonio Passos

05 de fevereiro de 2018 às 23h41

Concordo, nessa o Duvivier caiu no discurso moralista por demagogia. Esse é o discurso que nos arrasou e do qual a Lava Jato se utilizou tão bem. A ponto de enganar até uma parte da esquerda.

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Guilherme

05 de fevereiro de 2018 às 23h30

Vi a denúncia de dois pesos e duas medidas feita por Duvivier, mas não moralismo.

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Jaiel de Assis Lopes

05 de fevereiro de 2018 às 22h28

Não acho o comentário de Duvivier moralista, ao meu ver ele demonstra a luta de classes e o claro posicionamento do MP e judiciário no tratamento diferenciado entra a classe proletária e a burguesa. Mesmos os jornalistas progressistas tentam de certa forma mascarar esta luta de classe, apelando para a necessidade da luta democrática e blablabla e coisa e tal. Sabemos que a coisa não é bem assim o MP, o Judiciário e todo aparelho de segurança são os cães guardiões do sistema capitalista e Duvivier como um cara de comunicação explica isto de forma simples. Veja a prisão de Marcelo Odrebrecht e a de Dirceu e se compreenderá como o judiciário se comporta com réu de classes diferentes. O que precisa ser ensinado é que Capitalismo gera corrupção, expropriação e pobreza que afeta a classe trabalhadora, é atributo do capitalismo e não algo que a religião possa curar.

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    Miguel do Rosário

    06 de fevereiro de 2018 às 09h31

    Concordo que é preciso explicitar a luta de classes. Mas justamente para que essa luta seja bem sucedida, é preciso tirar as armas das mãos de um judiciário profundamente plutocrático. E, sobretudo, é preciso desfascisticizar a sociedade. Por exemplo: se a Lava Jato se voltasse contra a “mulher de Cabral” ou contra o “filho da desembargadora”, isso não mudaria em nada o caráter classista do judiciário, que apenas teria escolhido sacrificar mais alguns dos seus (como foi a fórmula da Lava Jato), em nome do bem maior, que é justamente proteger a classe rica como um tudo. A formula da Lava Jato para enganar os esquerdistas moralistas foi muito fácil: foi só prender Sergio Cabral que foi todo mundo bater palmas para Bretas, o mesmo nazista que havia condenado o almirante Othon a 43 anos de prisão em regime fechado. Se é para falar de luta de classes, então é preciso mostrar ao povo quem são as classes adversárias: não é a mulher de Cabral. Não é um indivíduo: é a classe dos ultrarricos, que vivem de juros e dominam os meios de comunicação.

    Responder

Saman

05 de fevereiro de 2018 às 22h22

Vergonha!

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Pascoal Jacinto da Silva

05 de fevereiro de 2018 às 21h45

Concordo com Duvivier. Para mim, ele foi brilhante.

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Messias Franca de Macedo

05 de fevereiro de 2018 às 21h30

… E “em que casa do ‘Minha Casa, Minha Vida’ habita” o “DD playboy de porta de igreja”?
“Com a palavra” o egrégio e impávido jornalista Joaquim de Carvalho!

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Dallagnol recebe auxílio-moradia e investe em imóveis
05/02/2018
https://www.youtube.com/watch?time_continue=91&v=9c6C_xmOS40

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