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Caged: carreiras na linha de frente contra covid-19 tiveram perda real

Por Gabriel Hammer

31 de março de 2020 : 20h01

Agência BrasilUm levantamento feito a partir de dados oficiais do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostra que a maioria das carreiras que hoje está mobilizada no combate à disseminação do novo coronavírus e no atendimento a enfermos, vítimas da pandemia, sofreu queda real nos vencimentos em 2019.

Salários de profissionais contratados no ano passado como enfermeiros, biólogos, biomédicos, biotecnologistas, químicos e farmacêuticos, portadores de diploma de ensino superior, perderam poder aquisitivo face a reajuste abaixo da inflação. O estudo foi divulgado pela plataforma Quero Bolsa, utilizada por estudantes para obtenção de auxílio no ingresso em faculdades privadas em todo o país.

Conforme nota distribuída à imprensa, as contratações de enfermeiros em 2019 tiveram valor médio R$ 3.309,99 – 3,08% acima do valor no ano anterior (R$ 3.211,23). O percentual é abaixo da inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que ao longo do ano passado foi 4,3%.

As contrações dos biomédicos tiveram valor médio de R$ 2.557,18 – reajuste também de 3,08% sobre a média do ano anterior (R$ 2.481,61). Entre os farmacêuticos, o índice de aumento das remunerações foi 2,94% – passando de R$ 3.125,57 em 2018 para R$ 3.217,48.

No caso dos biotecnologistas, o aumento do valor médio das contratações foi de 2,17% – subindo de R$ 3.603,71 para R$ 3.681,96. Já os químicos perceberam reajuste de 1,34% – de R$ 4.279,07 para R$ 4.336,34.

Em termos de percentuais de ajustes, a pior situação verificada foi a dos biólogos – o salário médio pago nas novas contratações teve baixa de 0,7% entre 2018 e 2019. “O valor recebido pelos profissionais passou de R$ 3.102,22 para R$ 3.080,63”, aponta a nota da plataforma.

Segundo a Quero Bolsa, as carreiras da medicina envolvidas na prevenção e cuidados aos doentes “tiveram ganho real de salário”. De acordo com a comparação, “em média, médicos clínicos receberam R$ 6.596,75, em 2019, alta de 6,65% em relação a 2018, quando o salário pago foi de R$ 6.185,47. Já os médicos infectologistas receberam R$ 6.958,02, alta de 8,17% em relação a 2018. Naquele ano, o salário médio foi de R$ 6.432,4.”

Edição: Fábio Massalli

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1 comentário

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Paulo

31 de março de 2020 às 20h11

Na iniciativa privada, por menos que se receba, todo ano pinga um percentual, quando do dissídio coletivo. Já os privilegiados barnabés têm reajustes a cada 4 ou 5 anos…

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