Analista da Ideia fala sobre “voto útil” dos eleitores de Ciro a Lula no 1° turno

Imagem: Divulgação

O desfecho da reunião entre PT e PSB sobre federação

Por Gabriel Barbosa

09 de março de 2022 : 08h50

Na tarde desta quarta-feira, 9, as 16hrs, será realizado uma reunião entre as cúpulas do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e o Partido dos Trabalhadores (PT) para debater novamente sobre a Federação entre as duas siglas. Em tese, seria a quarta rodada de negociação.

Mas desta vez, o encontro vai ser realizado horas depois da deputada federal, Tabata Amaral (PSB-SP), ter feito fortes críticas a ideia do seu partido federar com a sigla do ex-presidente Lula (PT). Ela participou de um jantar com empresários na noite de ontem, em São Paulo.

A parlamentar faz parte da ala paulista do PSB que é contrária ao consórcio partidário com o PT e outras legendas de centro-esquerda. No estado, a legenda possui quadros como prefeitos e deputados estaduais que são aliados de outras lideranças nacionais.

Tanto é que o maior empecilho nas negociações têm sido justamente a disputa pelo governo de São Paulo. Enquanto os socialistas querem lançar o ex-governador Márcio França (PSB), o PT bateu o pé na candidatura do ex-prefeito da capital paulista, Fernando Haddad (PT).

Diante do impasse regional, com cada vez menos chance de ser resolvido, os dois partidos devem decidir pelo fim das negociações, deixando praticamente nula a chance da federação sair do papel.

Vale lembrar que o próprio Fernando Haddad já demonstrou ceticismo com a aliança. A incredulidade também é compartilhada pelo próprio presidente do PSB, Carlos Siqueira, e alguns deputados federais do seu partido.

Gabriel Barbosa

Jornalista com passagens pelo Grupo de Comunicação O POVO (Ceará), RedeTV! e Band News FM. Pós-graduando em Comunicação e Marketing Político.

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1 comentário

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Alexandre Neres

09 de março de 2022 às 20h08

Ah, os tatibitates!

Antes de tudo, Tabata não pode falar pelo PSB, é cristã nova e não tem liderança alguma no PSB/SP.

Há um tempo o Zé de Abreu retuitou um rapaz que falava que iria agredir a Tabata. Gesto deplorável, descabido com qualquer mulher que seja. Pediu desculpas logo depois e Tabata não aceitou, repercutindo o assunto e trazendo à baila toda vez que aparecia na Rede Globo.

Pouco tempo após Tabata estava no famigerado Flow junto com Monark e Kinta Katiguria no qual ambos defenderam a legalização do Partido Nazista no Brasil. Terminado o programa, os três posaram pras fotos sorridentes e abraçados em meio a emojis. Pelo visto, pra ela não tem nada demais as brincadeiras dos rapazes, ainda que tenha adotado posição contrária.

Tabata em reunião de empresários fica igual pinto no lixo. Tá em casa.

Tabata foi elogiada. Eis a opinião do empresário Lírio Parisotto: “A turma toda aqui agradece a tua posição”. Para quem não se recorda, este senhor foi aquele que desferiu socos e mais socos em Luiza Brunet. Tabata estava com seu namorado, Joãozinho Campos, que lançou uma série de ataques misóginos contra Marília Arraes nas eleições da cidade do Recife. Trocando em miúdos, Tabata é uma feminista de araque.

Tabata teve a pachorra de dizer também que “Já que a gente vai ter o Lula, que seja com um vice como Geraldo Alckmin”. Quem não se lembra das ocupações das escolas paulistas por causa da péssima política educacional de Alckmin? Ou seja, de educadora ou algo assim Tabata não tem nada. Seu conservadorismo trescala. Ela defende o Partido Democrata de Obama, Clinton, Hilary, Michelle Obama (talvez Micheque Bolsonero também), que pode até ser liberal, mas progressista jamais.

Se os caciques do PSB não querem a Federação, assim como os congressistas do PT, já começou a debandada dos parlamentares do PSB que não estão gostando dos rumos do partido, a começar de Júlio Delgado (MG). Eles sabem que enfrentarão eleições dificílimas e que sem federar com o PT não conseguirão se reeleger. A bancada do PSB na Cãmara Federal é quase toda a favor da Federação.

Sempre defendi aqui que o PT não deveria entrar numa Federação com o PSB, que não é lá muito confiável, portanto não convém deixar que se aproveite da popularidade de Lula, diferentemente de legendas menores como o PCdoB e o PSOL, às quais o PT deveria prestar todo apoio. Coligar com o PSB nas eleições presidenciais, sim, federar não.

Não faz o menor sentido, a título de exemplo, apoiar a marmota Tabata nas eleições paulistanas de 2024. Tabata é liberal-conservadora, apesar de jovem, reproduzindo os valores de um Brasil antigo que teima em não ir embora. Provavelmente vai acabar como seu amiguinho de Acredito, Felipe Rigoni, que saiu do PSB e já está no PSL. Ambos ganharam uma bolada do Huck para difundir ideias liberais. Não à toa apoiaram a Reforma da Previdência. Imagina que bonitinho uma fotinha dos dois gritando: mito, mito, mito!

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