Analista da Ideia fala sobre “voto útil” dos eleitores de Ciro a Lula no 1° turno

Imagem: Divulgação

Quaest: No Rio, Lula tem 39%, Bolsonaro 31%, Ciro 5%

Por Gabriel Barbosa

22 de março de 2022 : 08h44

Nesta terça-feira, 22, a Consultoria Quaest divulgou mais uma pesquisa eleitoral, desta vez realizada somente entre os eleitores do estado do Rio de Janeiro. O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos.

Na disputa presidencial, Lula lidera com 39% das intenções de voto no primeiro cenário, Jair Bolsonaro fica na segunda colocação com 31% das menções. Na terceira via, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) fica empatado com o ex-juiz Sérgio Moro (Podemos), com 5%.

No segundo cenário, Lula oscila dentro da margem de erro, saindo de 39% para 41%. O mesmo acontece com o inquilino do Planalto, que vai de 31% para 32%. Já o ex-ministro Ciro Gomes também oscila para cima, de 5% para 7%. O ex-juiz Sérgio Moro não aparece neste cenário.

Na disputa pelo 2° turno, Lula vence todos os adversários entre os eleitores fluminenses, incluindo Bolsonaro, no seu próprio reduto eleitoral. Contra Sérgio Moro, o líder progressista venceria com 21 pontos de diferença.

Mas apesar da liderança de Lula no Rio de Janeiro, um ponto que chama atenção é a definição de voto em Bolsonaro. Cerca de 24% dos eleitores fluminenses que responderam a pesquisa, disseram que já escolheram Bolsonaro contra 21% de Lula.

Porém, a rejeição do governo ainda é altíssima. Cerca de 47% avaliam a gestão federal de forma negativa, 26% como regular e outros 26% como positiva. Na avaliação do cientista político e CEO da Quaest, Felipe Nunes, essa é uma boa notícia para as candidaturas de esquerda.

Contudo, ele pondera que “a notícia ruim é que Bolsonaro tem no Rio um desempenho acima da média nacional. Embora 50% ainda estejam indecisos, 24% dizem que vão votar em Bolsonaro e 21% em Lula no voto espontâneo”.

Nunes lembra que essa é a “primeira pesquisa estadual Genial/Quaest que traz Bolsonaro a frente na espontânea”.

A Quaest também quis saber dos eleitores do Rio sobre a disputa pelo governo do estado e o cenário aponta que o atual governador, Cláudio Castro (PL), continua competitivo na disputa. Apesar de ter assumido um governo tampão, o correligionário de Bolsonaro lidera em diversos cenários da pesquisa. O deputado federal Marcelo Freixo (PSB) fica na segunda colocação, mas oscilando entre 17% e 20%.

Vale ressaltar que apesar de ser, em tese, o candidato oficial de Lula no Rio, o pré-candidato do PSB enfrenta dificuldades de ampliar seu palanque no estado. Já o ex-prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT), fica entre 9% e 10% nos cenários.

“Se o governo vai mal na capital e se sai melhor na baixada e no interior, as intenções de voto também refletem a mesma lógica. Castro tem 20% na Capital, 22% na baixada e 24% no interior. Freixo vence na Capital (24%), mas perde na baixada (15%) e no interior do estado (14%)”, destaca Nunes.

A pesquisa Genial/Quaest no RJ foi realizada entre 15 e 18/03 por meio de 1.200 entrevistas domiciliares em 86 municípios. A margem de erro é de 2.8 pontos e 95% de confiabilidade. A pesquisa está registrada no TSE sob o número RJ-07593/2022.

Acesse a pesquisa completa clicando aqui.

Gabriel Barbosa

Jornalista com passagens pelo Grupo de Comunicação O POVO (Ceará), RedeTV! e Band News FM. Pós-graduando em Comunicação e Marketing Político.

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1 comentário

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Sá Pinho

22 de março de 2022 às 11h58

Hoje começa-se nova pesquisa Datafolha e quinta-feira serão divulgados os resultados, para desassossego dos entreguistas e sossego dos políticos que desejam se movimentarem para outro partido e/ou desincompatibilizarem de cargos, com segurança, antes do fechamento da janela aberta pelo TSE para tanto, previsto para 02 de abril, com vistas às eleições de outubro.

Então restarão 6 meses para que o Brasil finalmente possa se livrar do pesado, ignaro e insólito encosto que lhe puseram nos ombros, em 2018, e retomar a jornada para o futuro, democrático, moderno, justo e soberano, da qual jamais poderia ter sido afastado, interrompida que foi pela xucra classe dominante, em 2016, agora abraçado a possibilidade da terceira via da geopolítica mundial, que se apresenta como solução a tantas amarras, polares e bipolares, a impedirem a determinação soberana dos povos e a real equilibrada paz mundial, e isso, espantosamente, três séculos após o século das luzes com o advento do Iluminismo, e no Brasil, mais espantosamente ainda, inédito.

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