Mais de 70% dos eleitores já estão decididos sobre o voto presidencial, diz DataFolha

Imagem: Divulgação

Filhos de Bolsonaro defendem empresários que foram alvos de operação da PF

Por Redação

23 de agosto de 2022 : 11h24

Na manhã desta terça-feira, 23, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defenderam os empresários que foram alvos da PF por defenderem um golpe de estado caso o ex-presidente Lula seja eleito.

Nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro disse que a operação, ordenado pelo ministro Alexandre de Moraes (STF), é um “ataque à democracia”.

Já Flávio alega que os empresários são “honestos” e que “jamais tramariam ‘golpe’ nenhum”. Mas segundo a reportagem do Metrópoles, André Tissot, dono do Grupo Sierra, afirmou que “o golpe teria que ter acontecido nos primeiros dias de governo. [Em] 2019 teríamos ganhado outros 10 anos a mais”.

Vale lembrar que além dos mandados de busca e apreensão, Moraes determinou o bloqueio das contas bancárias dos empresários e de seus perfis nas redes sociais, a tomada de depoimentos e a quebra de sigilo bancário.

Ao todo, são oito empresários que se tornaram alvos de mandados em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Ceará.

São eles: Luciano Hang, da Havan, José Isaac Peres, dono rede de shopping Multiplan, Ivan Wrobel, da Construtora W3, José Koury, proprietário da Barra World Shopping, André Tissot, do Grupo Serra, Meyer Nirgri, da Tecnisa, Marco Aurélio Raimundo, da Mormai, e o cearense Afrânio Barreira, do Grupo Coco Bambu. Vale lembrar que todos eles são apoiadores de Jair Bolsonaro (PL).

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9 comentários

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EdsonLuíz.

23 de agosto de 2022 às 19h48

O estado de direito é maculado de diversos modos e sempre!

Um modo de atingir o estado de direito é descumprir obrigações legais;

Outro modo de atingir o estado de direito é corrompê-lo e corromper-se!

Destruir canalhamente forças e atores políticos sérios com leviandades como chamar Geraldo Alckmin de “ladrão de merenda de escolares”, mentir dizendo que Fernando Henrique é disso e daquilo, atacar os que não se submetem à farra ideológica, incompetente e corrupta e coisas assim para restar sozinho como unica força no teatro político é atingir o estado de direito.

Agora, atingir todos os dias o estado de direito e, quando for conveniente, a este estado de direito fazer apelo e dele se dizer defensor, isso é ………!

Coitados de certos ministros do STF quando é o PT e petistas que por eles se sentem atingidos!

Petismo e bolsonarismo são bastante iguais.

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Jorge Fernandes

23 de agosto de 2022 às 14h55

Agora termina o enriquecimento ilícito da familicia e o patrocínio financeiro ao golpe

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Natalia

23 de agosto de 2022 às 14h35

Levaram o que da casa de Sergio Reis ? Bazzokas ? Bomba nuclear apontada em direçào ao STF ?
Este nazistoide nao tem o limite do ridiculo e os brasileiros que sao mais idiotas ainda aceitam essas porcarias dependendo do lado que vem.
Os brasileiros nao tem nada na cabeça a nao ser autoritarismo desfarçado.

E as caixas de armas e dinehiro que chegavam de Cuba para Brizola ? Eram para fazer o que ?

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Querlon

23 de agosto de 2022 às 13h58

Estado de Direito do mensalao e democracia do petrolao.

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Jonathan

23 de agosto de 2022 às 13h48

Em democracias normais tem partidos que se inspiram e defendem abertamente o fascismo, o comunismo, falam o que quiser a respeito e nao hà ninguem que os impeça, absolutamente ninguem.

O Brasil sempre foi pouca gente mandando de cima para baixo diante da tragedia brasileira do analfabetismo e da miseria. A ultima é querer calar a boca.

O temo “fake news” nao significa nada, é um cala a boca escrito e falado em ingles para tentar dar um ar de coisa seria….nao pasa de autoritarismo desfarçado

Cada um de nòs fala o que quiser e mente quanto quiser.

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carlos

23 de agosto de 2022 às 13h37

Não precisam escrever um livro pra um tipo de mercadoria do Paraguai é sem nota depois que o genocida for preso pelo tribunal de Haia vcs falam com o povo.

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Alexandre Neres

23 de agosto de 2022 às 13h10

Em 2018, enquanto ainda era presidente do TSE, Fux disse que seria ímplacável com as fake news nas eleições daquele ano. Depois deu no que deu e o resultado é conhecido por todos.

Stuart Mill, um liberal verdadeiro, acreditava na sua época, século XIX, em uma liberdade de expressão absoluta, que no mercado das informações e das opiniões todos não só poderiam como deveriam se manifestar, para que daí fossem decantadas as melhores e assim fosse formada a opinião pública. Simples assim. Em tempos de Cambridge Analytica, Breitbart News, Steve Bannon e quejandos, nada mais inadequado e perigoso do que deixar o fluxo desse mercado circular livremente.

O STF foi atacado de forma incessante anos a fio. A PGR se recusou solenemente a investigar esses ataques permeados de fake news dos quais o Supremo fora vítima, crimes estes que podem estar associados ao núcleo presidencial. Os bolsonaristas dispararam ataques à honra e ameaças à segurança dos ministros, enquanto o engavetador-geral, a quem caberia a denúncia, quedou inerte. Mesmo os presidentes do STF Toffoli e Fux foram bastante tíbios e subservientes nessa condição, talvez pela deficiência de formação de ambos, quiçá por serem covardes ou vivandeiras. Dessa forma, o STF ficou desprotegido, restando um vácuo no sistema.

Diante disso, ao ser atacado e não ser defendido por quem teria o dever de fazê-lo, o que o STF poderia ter feito? Contempt of court, que é princípio inspirado no direito estadunidense quando há um vazio no sistema judicial, fazendo com que se desloque para o STF a competência para que ele próprio tenha a possibilidade de se defender.

Depois de inúmeros ataques perpetrados, o ministro Alexandre de Moraes foi incumbido desse mister e desempenhou a contento a missão de defender as instituições que ora estavam colocadas em xeque, sendo muitas vezes duro e em poucas situações ultrapassou o limite do razoável. Devido à omissão e à inércia do MPF, não restou alternativa senão adotar o contempt of court.

Demorou muito para que as autoridades e mesmo setores importantes se manifestassem de maneira firme em prol do estado democrático de direito, como vimos recentemente na divulgação de cartas e na posse de Alexandre de Moraes no TSE.

Causou estranheza, num momento desses, em que a tchutchuca do Centrão atacou sistematicamente a democracia e as urnas eletrônicas, com ameaças nada veladas de golpe, levando o ministro Xandão a adotar uma postura firme na defesa das instituições e da democracia, Ciro Gomes e alguns conservadores tiveram a pachorra de dizer que ele estava três tons acima e que foi indelicado com o presidente da República, invertendo completamente as premissas, desvelando a qual papel se prestam nessas eleições, sem deixar margem a dúvidas. Depois de ter sido xingado de canalha e recorrentemente as instituições terem sido ameaçadas por uma turba feroz, em um momento capital Ciro e seus asseclas se posicionaram a favor de Bolsonaro e contra Alexandre de Moraes, que estava apenas desempenhando com altivez o papel de defesa das instituições, as quais estavam sendo bombardeadas a torto e à direita, inclusive sob a iminência de um golpe de estado com o apoio das Forças Armadas e das corporações militares estaduais.

Da tchuchuca do Centrão, da familícia, de bots, trolls, haters e minions, não há nada que se possa esperar. Por sua vez, será que podemos contar com quem se utiliza de falas e discursos diversionistas quando o estado de direito está sendo vilipendiado? Será que esses homens autoproclamados decentes, mas que na prática são autoritários, conservadores e adeptos fervorosos da pauta anticorrupção, também irão questionar as medidas tomadas por Alexandre de Moraes em relação a esses empresários que sem nenhum pudor mostraram seus propósitos notoriamente golpistas, como bem demonstrou o jornalista Guilherme Amado?

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Valeriana

23 de agosto de 2022 às 11h43

Cada um de nòs defende o que quiser o resto é autoritarismo.

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Efrem Ventura

23 de agosto de 2022 às 11h42

Golpe no Zap…kkkkkkkkkkk

E’ cada imbecilidade nesse lugar…o Brasil é uma perda de tempo.

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