Mais de 70% dos eleitores já estão decididos sobre o voto presidencial, diz DataFolha

Imagem: Reprodução

Gilberto Maringoni: Sobre o debate na Band

Por Redação

29 de agosto de 2022 : 17h53

Por Gilberto Maringoni

Simone Tebet brilhou. Ao não ter o que perder, se tornou a estrela indiscutível do debate. Conseguiu pautar a questão da mulher como tema central e enfrentou com coragem Bolsonaro e deu estocadas em Lula.

Bolsonaro foi o grande perdedor, justamente no tema das mulheres. Ao destratar Vera Magalhães, mostrou ao vivo doses industriais de misoginia. A fala final é para lá de nojenta, mas contenta sua trupe, que é sua lógica de sempre.

Lula não foi bem. Morno, com um bom momento ao falar da empregada e do motorista de Soraya Thronicke. Precisa parar de falar do passado. É uma tática perigosa: abre flanco para se discutir corrupção e o desastre do segundo governo Dilma. Não deve ter perdido votos, mas aposta numa tática arriscadíssima de jogar parado. Seria bom dizer o que vai fazer com o país.

Ciro começou com coragem, encarou Bolsonaro, mas levou uma invertida de Lula. Soraya, quase desconhecida, foi bem e conseguiu aparecer. D’Avila fez figuração.Com o fraco desempenho de Lula e a má performance de Bolsonaro, amanhã a mídia voltará a propagar com força a ideia de terceira via.

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6 comentários

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Nelson

31 de agosto de 2022 às 15h51

Vamos ao segundo caso, Sr Fanta.

O engenheiro Paulo César Ribeiro de Lima calculou o valor de todo o patrimônio da Refinaria Landulfo Alves [Rlam], na Bahia, em, no mínimo, US$ 4,2 bilhões.
https://www.viomundo.com.br/denuncias/paulo-cesar-ribeiro-lima-petrobras-quer-vender-refinaria-que-vale-u-42-bi-por-u-16-bi.html

Pois, o governo de Jair Bolsonaro privatizou – quase doou – a Rlam por apenas US$ 1,6 bilhões. Ou seja, menos de 40% do que valia. Pior ainda, entregou a refinaria para um fundo de investimentos de Abu Dahbi que não tem qualquer compromisso com a área de refino do petróleo. Seu compromisso é com a extração de lucros sempre maiores, em benefício apenas dos seu conjunto de investidores.

Compromisso com as necessidades do povo brasileiro – legítimo dono do petróleo que paira sob nossas águas e terras -, então, esqueçamos.

Aqui vale o mesmo raciocínio que no caso da privatização do Complexo Eólico Campos Neutrais. Se você tivesse uma área de terras, ou outro bem, que valesse R$ 4,2 milhões a entregaria por apenas 38% do seu valor. É óbvio que não.

Então, me expliques. O que, além de estar “tirando uma beirada”, leva um governo a “vender” desta forma um patrimônio que não é seu sem ao menos consultar seus donos? E “tirar uma beirada” pode significar algo além de corrupção?

Em tempo. Antes que caias na tentação de xingar o Paulo C R Lima, aí vai um pouco do currículo do homem: foi funcionário da Petrobras e consultor nas áreas de petróleo e energia para o Congresso Nacional. Então, recues já de alguma intenção que tenhas de taxar os números que citei como se fosse resultantes de de achômetro ou de chutômetro.

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Nelson

31 de agosto de 2022 às 12h10

Então, meu chapa, não há corrupção neste governo? São inúmeros casos, mas vou falar de apenas dois.

Em 2011, foi inaugurado o Complexo Eólico Campos Neutrais, construído no sul do meu Estado, o Rio Grande do Sul. O custo da obra: R$ 3,1 bilhões. O governo do PT fez como faz qualquer outro governo ao investir em infra-estrutura: pegou um pouco de dinheiro de cada brasileiro e brasileira.

Pois, em agosto de 2020 o atual governo, feito de impolutos, probos, ilibados, como afirma você, entregou – privatizou – o mesmo complexo a um grande grupo econômico por ….. R$ 500 milhões. Detalhe que vai expor ainda mais o quão absurda foi também essa privatização: em 2017, o mesmo complexo havia apurado um lucro de nada menos de R$ 375 milhões.

Diante dessa ignomínia, fica inevitável fazermos algumas perguntas. E tirarmos algumas conclusões, é óbvio.

Você venderia um bem teu – área de terra, casa, apartamento, etc – que valesse R$ 3,1 milhões por apenas R$ 500 mil, menos de um sexto de seu valor?
De repente, apertado, precisando de dinheiro, você até daria os R$ 500 mil de desconto. Mas, é certo que não venderia com desconto de quase 84%.

Como se pode explicar a atitude de um homem público, de entregar um patrimônio que não pertence a ele por menos de um sexto do que ele vale?
Se esse homem público ao menos tivesse pedido permissão aos donos, os brasileiros, para vender o patrimônio por uma ninharia e os donos tivessem aceitado, eu ainda assim não teria cooncordado, mas ele ficaria respaldado.

Porém, o que aconteceu é que esse homem público entregou o patrimônio a preço extremamente vil e não deu explicações a ninguém. A conclusão, inevitável, a que eu posso chegar é que esse homem público participou do chamado “rachid”, “levou uma beirada” para aceitar fazer um negócio desses.

E “rachid”, “beirada”, podem ser qualificados do quê além de corrupção, meu chapa?

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EdsonLuíz.

30 de agosto de 2022 às 10h03

Não há um “desastre do 2° governo Dilma!

O que nós temos são políticas, programas e projetos em etapas.

Tivemos a ditadura que quando saiu deixou um entulho como país, com sua institucionalidade e sua economia destruída e a maior parte de povo com fome;

A próxima fase foi a pós-ditadura, com Sarney e Collor não conseguindo avançar na solução dos problemas e Collor virando parte desse problema; e sofrendo impeachtment;

Na sequência de Color, Itamar Franco, que era seu vice, assumiu e, após bater cabeça, colocou Fernando Henrique no Ministério da Fazenda e a sua genial equipe econômica começou a remover os entulhos da ditadura, estabilizar a moeda e fazer um esboço de país democrático.

Essa é a fase Fernando Henrique, período começou em 1993 e continuou até 2006, atravessando o período Itamar, passando por Fernando Henrique1, Fernando Henrique2 e chegando a Lula1, que foi continuidade assumida e cumprida por Lula em documento assinado. Portanto essa fase FHC durou de 1993 a 2006 e foi quando, mesmo muito insuficientemente, o Brasil melhorou um pouquinho, montou uma rede de proteção social que precisa ser aprimorada e começou a restabelecer sua institucionalidade para ser de fato um país.

A próxima fase é a atual, que começou no Lula2, quando parte da estrutura, como a ação das agências reguladoras e a avaliação de alunos do fundamental à universidade foram afrouxados, a economia passou a funcionar artificialmente com intervencionismos, principalmente em Dilma 1 e 2 e muitos dos incipientes avanços na economia foram se perdendo.

Essa fase de destruição, pelos erros econômicos e erros morais do PT continuou tiveram sequência com Michel Temer, que assumiu por ser vice de Dilma e teve a seguir sua consequência mais trágica, a eleição de jair bolsonaro.

Então, de 1964 para cá, tivemos:


i) Fase da ditadura,

ii)Fase pós-ditadura (Sarney,Collor).

iii)Fase Fernando Henrique (Itamar Franco, FHC 1 e 2, Lula 1);

iv) Fase desastre, quando foi cavado o ‘BuacoPT’ em que estamos(Lula2, Dilma 1 e 2, Temer, bolsonaro).

Precisamos deixar esse passado recente para trás e retomar a construção do Brasil.

Vamos pressionar para que Ciro Gomes e Simone Tebet unifiquem programa e campanha, para termos alguma chance de reconstruir o Brasil com gente séria, preparada e limpa!

Edson Luiz Pianca.

Responder

    Nelson

    30 de agosto de 2022 às 22h35

    “Fernando Henrique no Ministério da Fazenda e a sua genial equipe econômica”.

    Bem, vejamos algumas das benesses que nos legou a genialidade dessa equipe econômica.

    Quando o Plano Real foi lançado, em julho de 1994, a dívida pública era baixa, de apenas R$ 48 bilhões. Quando FHC assumiu, formalmente, o cargo de presidente, em janeiro de 1995, essa mesma dívida tinha pulado para R$ 68 bilhões. Um crescimento de quase 42% em apenas seis meses. Coisa de gênio, não é mesmo Sr Pianca?

    Quando FHC entregou o cargo a Lula, em janeiro de 2003, esta mesma dívida tinha crescido para R$ 680 bilhões. Detalhe. FHC garantiu que os recursos que iria arrecadar com as privatizações seriam usados para amortizar essa dívida. Pois bem, o tucano entregou, via privatizações, quase dois terços do nosso patrimônio e nos oito anos dele na presidência a dívida foi multiplicada por 10. Coisa de gênio, né Sr Pianca?

    FHC pegou o poder com uma carga tributária que girava em torno dos 22% do PIB. Quando o entregou para Lula, essa mesma carga tributária tinha saltado para 34% do PIB. Mais adiante, os governos do PT se encarregariam de incrementá-la um pouco mais, esticando-a para 36% do PIB. Mais uma tacada de gênio, Sr Pianca?

    Em 1998, para salvar o descalabro que era o seu Plano Real, montado por “sua genial equipe econômica”, e conseguir se reeleger, FHC foi correndo pedir esmola ao FMI. Rapidamente, foi agraciado com um empréstimo de mais de US$ 40 bilhões. A seguir, a taxa de juros no Brasil chegaria a estratosféricos, inimagináveis, 42%, causando uma quebradeira generalizada de micro e pequenas empresas no país. Graças a FHC e sua “genial equipe econômica”, n

    Podemos ver nesses movimentos de FHC e sua “genial equipe econômica”, a obediência canina aos ditames do duo FMI/Banco Mundial, que impunha políticas neoliberais com o objetivo deliberado, ainda que inconfessado, de desestruturar o país e que fossem entregues, via privatizações, a grandes grupos privados, o patrimônio e riquezas que pertenciam ao povo.

    Enfim, estes são somente alguns dos imensuráveis prejuízos causados ao país e à grande maioria do nosso povo pela “genial equipe econômica” de FHC. É de imaginarmos o que teriam aprontado caso não se tratasse de “gênios”. Não é Sr Pianca?

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Fanta

30 de agosto de 2022 às 07h46

Simone Tebet mentiu, foi leviana e meio boba.

Como alguém pode levar a sério quem promete 5.000 R$ para estudantes, construir 1 milhão de casas e mais alguma destrambelharia ridículas colocando como sempre o tal de pobre no meio ? De onde tiraram essas besteiras ? Quem acredita nessas fantasias no ano de 2022 ?

Fez acusações falsas sobre corrupção deste governo sabendo muito bem que não pode demonstrar, para tentar enganar quem ?
Desonestidade se paga cara.

O Larápio vai ser massacrado, tá só a capa do lavador de dinheiro, contínua repitindo as mesmas besteiras há 30 anos; dá pra ver claramente que não é o lugar onde quer estar, chega a dar dó.

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José Ricardo Romero

30 de agosto de 2022 às 04h10

O penúltimo parágrafo do texto contém uma reflexão incômoda, mas muito verdadeira, numa análise geral do debate muito boa. Numa análise mais aprofundada do debate e da disposição geral do Lula nesta campanha, não seria caso de se perguntar se este candidato já não sente o peso dos anos? Devemos parar de frescura e poupar homens públicos de crítica. Lula, como os demais, são profissionais da política e nosso destino como povo depende de homens que são remunerados para gerir a administração. Lula. como os demais, não são nossos parentes ou amiguinhos. Porque mesmo ele está, entre outras coisas, poupando a voz? E porque a escolha, de novo entre outras coisas, do Alckimin para vice e suas declarações de que fará apenas 1 mandato? Os petistas continuarão sendo enganados como nas últimas eleições, com a venda de uma candidatura impossível para depois ter de engolir um candidato postiço que não conseguiu sequer se reeleger como prefeito 2 anos antes e que se comportou de forma subserviente ao “chefe”? E depois ver o bozo eleito na esteira desta enganação?

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