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Foto: Elineudo Meira

Brigadas lulistas mostram que militância de rua ainda é um trunfo

Por Redação

22 de setembro de 2022 : 14h47

Um dos destaques do movimento é que 90% dos ativistas são mulheres

Em tempos de redes sociais, muita fake News e uma luta inglória na disputa por espaços na publicação de posts, a tradicional e eficiente militância de rua tem mostrado que ainda faz a diferença nessa campanha eleitoral. 

A ação “Sextou com Lula”, iniciada em agosto pelas Brigadas Lula Presidente, já reuniu em apenas sete sextas-feiras, mais de 70 mil militantes em todo o Brasil em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Pará, Minas Gerais, Ceará, Piauí, Rondônia, Rio Grande do Sul e Espírito Santo, entre outros.

Atividades como assembleias, visitas de casa em casa, rodas de conversas, passeatas, “bandeiraços”, intervenções artísticas e panfletagem nos bairros, comunidades e centros das cidades mostram que a tradicional “militância de rua” pode fazer a diferença na era digital. O impacto das ações realizadas até aqui está estimado em torno de 360 mil pessoas diretas entre participantes dos eventos e atos públicos de rua, e mais de 1 milhão indiretas.

As Brigadas são compostas por militantes, lideranças, jovens e famílias organizadas em movimentos populares, sendo que 90% dos participantes são mulheres.

A iniciativa é coordenada por um conjunto de organizações – Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Central de Movimentos Populares (CMP), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Federação Única dos Petroleiros (FUP), Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), Movimento Camponês Popular (MCP) e União Nacional de Moradia Popular (UNM). 

Quem tem visto a repercussão das ações “Sextou com Lula” não sabe que os eventos, que têm movimentado a campanha de norte a sul do país, são resultado do histórico engajamento de milhares de brasileiros através do esforço de organizações populares e de base comunitária.

Muito mais do que uma ação de campanha, os movimentos que sustentam o sucesso das ações de mobilização pró-Lula em todos os estados. E, principalmente, no interior e nas periferias das grandes cidades. 

Segundo Francisco Kelvim, integrante da coordenação nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), uma das entidades organizadora dos eventos, além do foco nas eleições, as brigadas têm a proposta de promover articulação política local permanente para mobilizar a luta por transformações sociais e econômicas no país.

“É fundamental mudar os rumos do Brasil e a eleição de Lula é o primeiro passo nesse sentido. Portanto, a primeira tarefa das brigadas é fazer campanha e disputar voto a voto na rua, tentando elevar o nível de consciência da população “, afirma.

Diego Ortiz, coordenador do MAB em São Paulo, diz que mesmo diante da polarização política do país, muitas pessoas são receptivas a proposta de conversar sobre sua própria realidade.

“Uma das nossas expectativas é fazer um debate formativo, que possa conscientizar a população sobre a situação política do Brasil e também trazer as pautas do MAB para os bairros, além de mostrar os candidatos que têm apresentando melhores propostas para questões como: preço da luz e da água, segurança de barragens e o direito dos atingidos”,.afirma o dirigente.

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