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Paquistão confirma negociações para importar petróleo da Rússia em meio a mediação entre EUA e Irã

0 Comentários🗣️🔥 O embaixador do Paquistão em Moscou, Faisal Niaz Tirmizi, confirmou que Islamabad negocia acordos de longo prazo para importar petróleo da Rússia. Ele revelou que uma remessa de teste foi recebida em 2023 e que as conversações para um fornecimento contínuo prosseguem de forma regular. O diplomata afirmou que o Paquistão coordena estreitamente […]

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 15/04/2026 12:51

O embaixador do Paquistão em Moscou, Faisal Niaz Tirmizi, confirmou que Islamabad negocia acordos de longo prazo para importar petróleo da Rússia.

Ele revelou que uma remessa de teste foi recebida em 2023 e que as conversações para um fornecimento contínuo prosseguem de forma regular.

O diplomata afirmou que o Paquistão coordena estreitamente sua posição com a Rússia nas negociações de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã.

A comunicação entre Islamabad e Moscou permaneceu constante durante todo o processo de mediação.

O Paquistão desempenhou papel central nas conversas de paz que resultaram no cessar-fogo temporário de duas semanas anunciado em 8 de abril.

O primeiro-ministro Shehbaz Sharif liderou o esforço diplomático para suspender as hostilidades e abrir espaço para negociações mais duradouras.

Tirmizi anunciou que a visita oficial de Shehbaz Sharif à Rússia, inicialmente prevista para março, deve ocorrer até o fim de junho.

A viagem visa consolidar os entendimentos bilaterais em discussão nos dois países.

Embora importe a maior parte de seu petróleo do Golfo, o Paquistão demonstra interesse concreto em estabelecer contratos regulares com a Rússia.

O embaixador reconheceu os desafios impostos pelas sanções internacionais e indicou a busca por mecanismos de pagamento que não dependam do dólar americano.

Em entrevistas a canais russos, o diplomata posicionou o Paquistão como ator relevante na dinâmica regional.

A coordenação com Moscou abrange tanto a esfera energética quanto o apoio à mediação conduzida por Sharif e pelo chefe do exército Asim Munir.

Essa mediação eleva o perfil internacional de Islamabad, segundo detalhou o embaixador na entrevista transcrita pelo portal DND.

O conflito entre EUA e Irã provocou disrupções no mercado global de energia, com impactos no Estreito de Ormuz, que responde por cerca de vinte por cento do petróleo mundial.

Aspectos logísticos ainda demandam definição, como a superação das restrições das sanções e a garantia de transporte marítimo seguro.

O papel preciso de Moscou nos termos finais do cessar-fogo também será esclarecido nas etapas seguintes.

A busca por diversificação de fontes energéticas combina-se à atuação diplomática ativa do Paquistão, permitindo ao país reduzir dependências externas enquanto contribui para iniciativas de paz no Oriente Médio.

A articulação entre Islamabad e Moscou reflete um realinhamento estratégico em curso, com o Paquistão ampliando seus laços com a Rússia em um momento de transformações no equilíbrio regional.

O cessar-fogo de duas semanas representa uma pausa nas hostilidades registradas entre Washington e Teerã, com as conversações prosseguindo em direção a um acordo mais estável.

A mediação bem-sucedida fortalece a posição do Paquistão na geopolítica asiática. Tirmizi enfatizou que o país atua simultaneamente na esfera econômica e na promoção de soluções diplomáticas.

Com informações de sputnikglobe.com.


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