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Seyed Mohamed Marandi: “Netanyahu está empurrando o mundo em direção a uma grande catástrofe econômica”

0 Comentários🗣️🔥 O professor Seyed Mohamed Marandi acusa os Estados Unidos de terem elevado expectativas iniciais durante as negociações em Islamabad, para depois adotar posições inflexíveis sob influência direta de Benjamin Netanyahu. Ele afirma que Washington impôs exigências inaceitáveis sobre o programa nuclear iraniano e controle sobre o Estreito de Hormuz, exigindo violar direitos de […]

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O professor Seyed Mohamed Marandi acusa os Estados Unidos de terem elevado expectativas iniciais durante as negociações em Islamabad, para depois adotar posições inflexíveis sob influência direta de Benjamin Netanyahu. Ele afirma que Washington impôs exigências inaceitáveis sobre o programa nuclear iraniano e controle sobre o Estreito de Hormuz, exigindo violar direitos de soberania da República Islâmica.

Marandi diz que o Irã participou das conversações não por acreditar em sucesso, mas para demonstrar disposição de negociar e evitar que fosse visto como responsável pela guerra iminente. Ele relata que os EUA mudaram de postura abruptamente ao fim das negociações, quando passou a exigir concessões que seriam “uma rendição” sob o avanço da posição israelense.

O diálogo ocorreu no canal do apresentador Glenn Diesen, em vídeo gravado durante as negociações de Islamabad, cuja data Marandi refere como “a última vez que falamos”. Marandi é professor da Universidade de Teerã, ex-advogado da equipe de negociação nuclear do Irã, e participou indiretamente das conversas diplomáticas sobre o conflito e as demandas americanas.

Segundo Marandi, enquanto discutiam abertamente certos termos durante o dia, já no fim, os EUA assumiram autoridade para falar em nome de Israel. Ele menciona que altos oficiais americanos estavam em contato frequente com Netanyahu, que se colocava como responsável por reportar e aprovar cada passo. Essa ingerência, na visão de Marandi, tornou impossível qualquer acordo aceitável para o Irã.

Marandi aponta que Washington acusou o Irã de querer produzir arma nuclear, afirmação que contestou, citando carta de Joe Kent, oficial de inteligência e contrainteligência norte-americano, que rejeitou tais acusações. Ele reafirma que o Irã jamais aceitará demandas que violem sua soberania, mesmo diante de pressão diplomática e militar.

Com relação ao bloqueio americano dos portos iranianos, Marandi prevê que os efeitos serão rápidos e severos para a economia global. Analistas externamente já vêm identificando os efeitos sobre preço do petróleo, interrupção do tráfego marítimo e problemas em energia e fertilizantes. O controle do Estreito de Hormuz se tornou ponto central da disputa estratégica. Fontes recentes confirmam que o bloqueio naval sobre portos iranianos começou no dia 13 de abril de 2026, após o fracasso das negociações de Islamabad.

Marandi adverte que se o bloqueio continuar, o Irã poderá responder interceptando navios no Mar Vermelho e no Golfo de Omã. Ele avalia que isso aprofundará a crise econômica global, gerando escassez, inflação e pressão nos países mais vulneráveis. Reportagens recentes alertam para rupturas de alimentos e energia já em curso, com preços que disparam.

Sobre uma possível guerra de alta intensidade, Marandi acredita que os EUA têm vontade militar mas encontram limitações operacionais graves—terreno montanhoso, clima, resistência iraniana bem equipada. Ele afirma que o Irã está em estado de alerta constante, reforçando defesas e capacidade ofensiva, preparado para retaliar qualquer agressão severa.

A respeito do que o Irã considera “vitória”, Marandi diz que não é apenas militar. Para ele, vitória inclui restauração da soberania sobre o Estreito de Hormuz, proteção aos aliados regionais, fim de violações como no Líbano, e o reconhecimento internacional de que o Irã tentou resolver a crise diplomática. Ele rejeita mudança de regime como objetivo.

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