A Agência Espacial Europeia anunciou que o foguete Falcon Heavy da SpaceX lançará o rover Rosalind Franklin rumo a Marte. Conforme detalhou o portal Ars Technica, o anúncio encerra uma longa série de adiamentos que afetaram o programa ExoMars por mais de uma década.
A missão foi originalmente planejada em parceria com a Rússia para lançamento em 2018 e depois adiada para 2022. A cooperação com a Roscosmos foi encerrada em razão do conflito na Ucrânia.
A ESA precisou reconstruir a plataforma de pouso de forma totalmente europeia e eliminar todos os componentes russos do projeto. A agência obteve da NASA o foguete de lançamento, unidades de aquecimento radioisotópico e motores de frenagem para o módulo de descida.
O acordo entre as duas agências foi formalizado em maio de 2024 por meio de memorando de entendimento. Os estados-membros da ESA aprovaram o financiamento necessário para viabilizar o avanço da missão.
O lançamento está programado para outubro de 2028 a partir do Kennedy Space Center, na Flórida. A viagem deve durar cerca de sete meses, com pouso previsto para 2029 na região de Oxia Planum.
Essa área foi selecionada por sua geologia favorável à preservação de possíveis sinais de vida antiga. O cronograma evita períodos de tempestades globais de poeira e garante iluminação solar suficiente para os painéis do rover.
O Rosalind Franklin pesa aproximadamente 310 quilos e carrega oito instrumentos científicos. O equipamento se destaca pela capacidade inédita de perfurar até dois metros abaixo da superfície marciana em busca de biomoléculas e fósseis microscópicos.
A missão nominal do rover tem duração mínima de seis meses após o pouso bem-sucedido. O Orbitador Trace Gas Orbiter, lançado em 2016, servirá como relé de comunicações entre o veículo e a Terra.
O novo módulo de pouso europeu inclui sensores e câmeras para validar as tecnologias de entrada na atmosfera, descida e aterrissagem. Esse módulo não carrega pacote científico adicional além do necessário para colocar o rover em segurança.
A retomada do ExoMars representa um esforço europeu para manter autonomia tecnológica na exploração interplanetária. A missão reforça o compromisso com a astrobiologia e a busca por vestígios de vida no Planeta Vermelho, apesar das rupturas geopolíticas vividas nos últimos anos.
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Pedro
17/04/2026
Legal que vão mandar esse rover pra Marte, mas queria ver ele não quebrar a suspensão na buraqueira aqui das ruas. Enquanto gastam bilhões com foguete, a gente roda 12 horas no aplicativo só pra tentar pagar o IPVA absurdo e a gasolina que não para de subir. A realidade do asfalto é osso, mas fazer o quê, amanhã cedo já tô online de novo pra tirar o pão de cada dia.
Fernando O.
17/04/2026
O Falcon Heavy tem os melhores números de custo por quilo de carga para finalmente resolver esse atraso de mais de uma década da ESA. É matemática pura e ciência exata com foco no lançamento de 2028, não tem ideologia que mude a realidade dos fatos. Enquanto a humanidade planeja explorar Marte, a galera bolsonarista continua delirando na maionese e tentando contato com ETs usando a lanterna do celular.
Silvia D.
17/04/2026
Excelente notícia, pois cada avanço tecnológico é uma vitória importante contra o negacionismo. Dar o nome de Rosalind Franklin, cientista pioneira na descoberta do DNA, a esse rover nos lembra que a ciência de ponta é a mesma que nos permite desenvolver vacinas salvadoras. Que esse mesmo rigor e investimento que nos levam a Marte sirvam de exemplo para fortalecermos cada vez mais o nosso SUS e a pesquisa em saúde aqui na Terra.