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Operadoras de ecoturismo mapeiam roteiros em área de 70 mil hectares na Bahia e picos de 2.734 metros em Roraima

0 Comentários🗣️🔥 Neste primeiro semestre, o crescimento do turismo focado no meio ambiente resulta na padronização de serviços em parques naturais de oito estados brasileiros. O formato de viagem delimita o acesso a áreas de preservação com restrições de capacidade de carga e obrigatoriedade de guias credenciados. A estruturação do setor transfere a demanda dos […]

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Neste primeiro semestre, o crescimento do turismo focado no meio ambiente resulta na padronização de serviços em parques naturais de oito estados brasileiros. O formato de viagem delimita o acesso a áreas de preservação com restrições de capacidade de carga e obrigatoriedade de guias credenciados. A estruturação do setor transfere a demanda dos grandes centros urbanos para municípios com infraestrutura específica de pousadas e acampamentos.

O Parque Nacional da Chapada Diamantina administra uma área de 70 mil hectares de caatinga no estado da Bahia. O acesso terrestre exige um deslocamento de seis horas a partir de Salvador até os polos de Lençóis e do Vale do Capão. A visitação à Cachoeira da Fumaça, com 400 metros de altura, integra os pacotes comerciais operados pela agência Nas Alturas.

Em Mato Grosso do Sul, a prefeitura de Bonito proíbe o acesso autônomo aos atrativos aquáticos e grutas da região. Os visitantes percorrem 300 quilômetros a partir de Campo Grande para acessar a Gruta da Lagoa Azul e o flutuante do Rio da Prata. Em Goiás, a Chapada dos Veadeiros recebe viajantes após 200 quilômetros de rodovia saindo de Brasília, com pernoites em Alto Paraíso gerenciados pela operadora Vivalá Turismo Sustentável.

Estrutura no extremo norte e travessias no litoral

A organização de expedições no Monte Roraima demanda de seis a dez dias de caminhada para alcançar os 2.734 metros de altitude da formação rochosa. O percurso logístico inicia na cidade venezuelana de Santa Elena de Uairén, com acampamentos providenciados pelas empresas Clube Native e Explora Tepuy. Na capital do Amazonas, os passeios de barco em direção ao Parque Nacional do Jaú registram partidas diárias supervisionadas pela operadora Iguana Tour.

No Maranhão, o mapeamento dos Lençóis aponta a necessidade de veículos de tração para vencer os 250 quilômetros entre São Luís e o parque nacional. A operação nas dunas restringe os carros de passeio e delega o transporte interno para guias locais. As saídas diárias ocorrem a partir de três pontos de apoio:

  • Barreirinhas, município que concentra a maior oferta de rede hoteleira da região;
  • Santo Amaro, acesso rodoviário coordenado por operadoras de tração como a Enjoy Maranhão;
  • Atins, ponto de partida costeiro para travessias terrestres guiadas pela empresa Lugarejos.

No litoral paulista, o trânsito até Ilhabela depende do serviço de balsas que partem do porto de São Sebastião. O arquipélago abriga 40 praias e rotas de caminhada que terminam em áreas úmidas como a Cachoeira dos Três Tombos. Em direção ao Rio de Janeiro, o Parque Nacional do Itatiaia funciona a duas horas da capital e ocupa a posição de unidade de conservação mais antiga do Brasil.

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