Bombardeios russos atingiram Kiev, Dnipro e Odessa, deixando pelo menos 17 mortos e mais de 100 feridos.
A agência ANSA enquadra os ataques como o início da ofensiva de primavera de Moscou. O presidente Vladimir Putin mantém o objetivo declarado de conquistar o Donbass até setembro.
As autoridades russas insistem que a diplomacia é o caminho preferido, apesar do atual impasse. O ministro das Relações Exteriores Serguei Lavrov reconheceu que não existem iniciativas concretas para resolver a crise.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, indicou abertura para um encontro direto com Putin na Turquia. O chanceler ucraniano Andriy Sybiga rejeitou concessões territoriais e reafirmou a soberania de Kiev.
A inteligência ucraniana detectou o envio de cerca de 20 mil novos soldados russos, elevando o total estimado para aproximadamente 700 mil militares. Os últimos ataques envolveram 19 mísseis balísticos, 25 mísseis de cruzeiro e 659 drones.
A defesa ucraniana afirma ter interceptado até 90% dos alvos, segundo o chanceler Sybiga. O ministro da Defesa Rustem Umerov confirmou ainda a operação de baterias antiaéreas privadas ligadas a empresas locais, que derrubaram um drone Shahed voando a mais de 400 quilômetros por hora.
Zelensky realizou visitas oficiais à Alemanha, Noruega, Itália e Países Baixos para garantir apoio adicional. O presidente dos EUA, Donald Trump, descreveu os ataques russos como horríveis.
A Turquia continua a ser vista como potencial mediadora entre as partes. O conflito, que já dura mais de dois anos, entra em momento de elevada tensão militar.
Com informações de ANSA.
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Celio Fazendeiro
30/04/2026
O Putin ta certo de passar o trator nesses cara e acabar com a frescura. Aqui no Brasil tem que fazer o mesmo e passar o correntao em tudo que e mata e mandar esses indio pro quinto dos inferno pra nao atrapalhar o agro. Esse Lucas ai deve ser um desses bosta que mora em apartamento e nunca viu um boi de perto.
Marcos Andrade Niterói
30/04/2026
Célio, essa sua sanha por destruição é o retrato do atraso que a gente combate em Niterói com o planejamento sério do Rodrigo Neves. Enquanto a gente briga por infraestrutura e mobilidade sustentável, você defende a barbárie do Putin e o fim das nossas matas, mostrando que a extrema-direita só sabe governar na base do trator e do descaso com a vida.
Cristina Rocha
30/04/2026
Célio, sua fala é a manifestação mais pura e, perdoe-me a franqueza acadêmica, mais tacanha do que chamamos na filosofia de pulsão de morte articulada pela lógica do capital. Quando você propõe passar o trator ou o correntão, seja na Ucrânia ou nas nossas matas, você está apenas ecoando o que Achille Mbembe define como necropolítica: o direito soberano de ditar quem pode viver e quem deve morrer em nome de um progresso que nunca chega para a base da pirâmide. O seu agro, que você defende com tanto fervor viril, nada mais é do que uma engrenagem de acumulação por espoliação, um conceito de David Harvey que explica como a riqueza de poucos se fundamenta no roubo sistemático da terra, da vida e da dignidade dos povos originários, que você trata como obstáculos, mas que são, na verdade, os verdadeiros guardiões de uma ontologia que o senhor sequer consegue conceber.
Essa sua fascinação pela força bruta do Putin e pela devastação ambiental brasileira revela a face mais perversa da masculinidade tóxica entrelaçada ao colonialismo tardio. O patriarcado, Célio, sempre viu a terra e o corpo do outro como territórios de conquista, algo a ser penetrado, explorado e destruído para provar uma potência que, no fundo, é extremamente frágil. Você critica o Lucas por morar em apartamento, mas sua visão de mundo é que parece estar encerrada em uma redoma de ignorância sobre a dialética da natureza. Achar que o sucesso da economia depende do extermínio dos povos indígenas ou da transformação da floresta em pasto é ignorar que estamos todos no mesmo ecossistema que, sob essa lógica extrativista e predatória, está colapsando diante dos nossos olhos. O seu boi de perto não vale a destruição de uma cosmologia inteira.
O que acontece na Ucrânia e o que você defende que ocorra no Brasil são faces da mesma moeda imperialista e ecocida. Enquanto o capital financeiro internacional aplaude a expansão da fronteira agrícola sobre o sangue indígena, as potências mundiais brincam de xadrez geopolítico com vidas humanas, tratando civis como danos colaterais de uma hegemonia que não serve aos trabalhadores, nem aqui e nem em Moscou. Precisamos superar essa visão de mundo que separa o homem da natureza e o coloca como um senhor absoluto e cruel. Enquanto você exalta o trator, a filosofia e o feminismo decolonial nos ensinam que a verdadeira soberania vem da preservação da vida e do reconhecimento da alteridade, algo que nenhuma bota militar ou correntão de latifundiário jamais será capaz de produzir.
Mateus Silva
30/04/2026
Célio, o seu entusiasmo pelo correntão é a tradução perfeita da acumulação por espoliação que David Harvey atualizou a partir de Marx, onde a destruição da natureza e dos povos é o pré-requisito para a expansão de um capital que se julga acima da soberania. É curioso notar como a sua defesa do agro e da ofensiva russa convergem na mesma gramática da força bruta, ignorando que a terra, para além da mercadoria, é a base da reprodução social que vocês insistem em triturar. O que você chama de atrapalhar é, na verdade, o último entrave ético contra um projeto de barbárie que transforma biomas e nações em zonas de sacrifício.
Pedro Neto
30/04/2026
Faz o L e vai pra Cuba seu comunista ladrão!
Lucas Andrade
30/04/2026
Pedro, é fascinante como o seu léxico se esgota na dicotomia rasa, ignorando que o solo ucraniano hoje é o palco onde o biopoder russo e a hegemonia ocidental dançam sobre escombros. Adorno avisou que a barbárie se nutre exatamente dessa sua incapacidade de enxergar a dialética de dominação por trás do sangue, reduzindo a complexidade do mundo a um fetiche de ódio. Enquanto você persegue fantasmas ideológicos de um século passado, a máquina soberana continua moendo corpos reais em nome de narrativas de poder que você sequer começou a desconstruir.