Menu

Bruno Retailleau é oficializado candidato dos Republicanos à presidência da França em 2027

20 Comentários🗣️🔥 O ex-ministro Bruno Retailleau, candidato à presidência da França, em evento do partido Les Républicains. (Foto: © Jean-Christophe Verhaegen / AFP) O ex-ministro do Interior da França, Bruno Retailleau, foi oficialmente escolhido pelos filiados do partido Les Républicains como candidato à eleição presidencial de 2027. A consulta interna mobilizou cerca de 46 mil […]

20 comentários
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News
O ex-ministro Bruno Retailleau, candidato à presidência da França, em evento do partido Les Républicains. (Foto: © Jean-Christophe Verhaegen / AFP)

O ex-ministro do Interior da França, Bruno Retailleau, foi oficialmente escolhido pelos filiados do partido Les Républicains como candidato à eleição presidencial de 2027.

A consulta interna mobilizou cerca de 46 mil votantes e registrou 73,8 por cento de apoio à sua designação direta, sem primárias. Os militantes rejeitaram tanto a primária fechada a filiados quanto a aberta a simpatizantes.

Essa decisão consolida o predomínio de Retailleau, que já contava com o respaldo da direção nacional do partido. O resultado encerra um debate interno sobre o formato de escolha do candidato.

O partido comunicou o desfecho por meio de nota citada pela RFI. Retailleau busca reposicionar a direita tradicional francesa após sucessivas derrotas eleitorais.

O partido perdeu espaço tanto para a extrema direita de Marine Le Pen quanto para o centrismo do presidente Emmanuel Macron. O candidato defende a restauração da autoridade do Estado e a proteção da identidade nacional.

Retailleau pretende se diferenciar do liberalismo de Macron. Sua plataforma rejeita igualmente o populismo associado à líder da extrema direita.

Apesar do forte apoio interno, o ex-ministro enfrenta o desafio de crescer junto ao eleitorado amplo. As pesquisas ainda não registram avanço significativo de sua candidatura.

Dirigentes históricos do partido criticaram o processo por considerá-lo pouco aberto. A legenda reforçou o compromisso de unidade em torno do novo candidato para evitar divisões.

A designação torna Retailleau o primeiro nome confirmado entre os grandes partidos para 2027. Retailleau lidera o grupo dos Republicanos no Senado e sua trajetória é marcada por posições firmes em segurança e temas conservadores.


📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho

Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.


Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News

Comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário

Escreva seu comentário

Pedro Neto

01/05/2026

Tudo petista chorando na thread, faz o L e vai pra Cuba os comunista ladrão, elxs pira no Retailleau.

    Maura Santos

    01/05/2026

    Engraçado você falar de Cuba quando sua turma tem no currículo o apagão de 2001, que largou o Brasil no escuro por pura falta de investimento. A gente quer obra e transporte funcionando, não o blecaute e o sucateamento que vocês tentam vender como ordem.

Tiago Mendes

01/05/2026

É preocupante demais ver essa guinada autoritária ganhando força, porque o Evangelho que eu sigo fala de acolhimento e não de muros. Essa exclusão disfarçada de ordem, como a Marina e o Marcos citaram, fere a dignidade humana e os princípios básicos de justiça social que deveriam guiar qualquer governante. Precisamos de lideranças que promovam a paz e a inclusão, não que alimentem a segregação e o preconceito.

Ana Rodrigues

01/05/2026

Engraçado esse pessoal discutindo política da França com tanto detalhe enquanto eu tento sobreviver ao trânsito da Linha Verde sem estourar um pneu. O Eduardo falou de lógica matemática, mas a única conta que eu faço é se o valor da corrida vai pagar a manutenção do carro no fim do mês. Seja lá ou aqui, eles ficam nessas primárias e reuniões chiques enquanto o asfalto e os impostos continuam do mesmo jeito.

Ana Souza

01/05/2026

O questionamento do Eduardo sobre a representatividade da amostra é pertinente, mas o histórico francês mostra que essas primárias servem mais para pacificar legendas fragmentadas do que para prever o cenário nacional. O Retailleau agora precisa equilibrar o discurso de ordem com propostas econômicas que o diferenciem da direita radical, ou corre o risco de ser apenas uma alternativa redundante. O que vai definir o peso real dessa candidatura será a capacidade de atrair o eleitorado de centro que hoje se sente órfão.

Marcos Andrade Niterói

01/05/2026

Essa guinada do Retailleau para a extrema-direita é o retrato do que acontece quando a política ignora a gestão pública voltada para o bem-estar social. Como a Bia bem lembrou, o pragmatismo de verdade está em obras que mudam a vida, tipo o que o Rodrigo Neves fez com a TransOceânica e o túnel Charitas-Cafubá em Niterói. Enquanto a direita francesa foca em discurso de ódio e exclusão, o Rio amarga o descaso desse governo estadual que não entende nada de mobilidade urbana e desenvolvimento.

Marina Silva

01/05/2026

Mais um engomado servindo de linha de frente pro fascismo enquanto o planeta queima e o povo padece sob esse neoliberalismo de botas.

Eduardo C.

01/05/2026

A amostragem de 46 mil votantes é numericamente irrelevante perante os 48 milhões de eleitores franceses. O Ricardo ignora que, sem coeficientes de probabilidade sobre a transferência de votos da extrema-direita, o cálculo de Retailleau carece de lógica matemática. Gostaria de verificar as fontes das últimas sondagens segmentadas antes de validar essas projeções qualitativas.

Sofia García

01/05/2026

Essa tentativa do Retailleau de dar um speedrun pra ver quem é mais linha dura é o puro suco do desespero pra não virar irrelevante. O Ricardo matou a charada, é a direita tradicional tentando copiar a estética da Le Pen e entregando nada com coisa nenhuma. Spoiler: vai dar flop total e a gente vai ver esse sistema implodir ao vivo até 2027.

Ricardo Almeida

01/05/2026

Impressionante como o debate aqui gira entre o misticismo da alma nacional e o determinismo econômico, ignorando a realpolitik francesa. A candidatura do Retailleau é o esforço final da direita tradicional para não ser engolida pelo lepenismo através de uma securitização agressiva do discurso. No fim, trocam-se os rótulos, mas a metodologia de controle social e a erosão das liberdades civis seguem o mesmo roteiro de sempre.

Carlos Meirelles

01/05/2026

É impressionante como ainda insistem nesse discurso contra o capital enquanto a Europa trava sob o peso de um Estado inchado e ineficiente. A França precisa urgentemente de pragmatismo e liberdade econômica para voltar a ser competitiva, sem esse sentimentalismo que só gera desperdício. Se não houver ordem e gestão séria, o destino do continente é a estagnação total.

    Bia Carioca

    01/05/2026

    Carlos, chamar investimento público de sentimentalismo é ignorar que o verdadeiro pragmatismo está na mão do Estado garantindo trilhos e mobilidade pra quem realmente produz. Aqui no Rio, a gente vê que o que move a economia é o fomento à infraestrutura, como o Rodrigo Neves propõe com a malha ferroviária, e não esse ajuste fiscal cego que só serve pra sucatear o transporte e travar a vida do trabalhador.

Fernanda Oliveira

01/05/2026

É de embrulhar o estômago ver esse discurso de ordem sendo usado pra mascarar o racismo e a xenofobia que ainda estruturam o mundo. A Ana Karine foi certeira ao lembrar que essa civilização que eles tanto protegem foi erguida sobre o massacre dos nossos povos e territórios. Não podemos aceitar que em 2027 esse projeto colonial continue se fantasiando de esperança enquanto destrói tantas vidas!

João Batista

01/05/2026

Finalmente uma esperança de ordem para a Europa, que hoje sofre nas mãos dessa agenda progressista que só prega a destruição da família e dos bons costumes. É triste ler comentários aqui que preferem o pão material enquanto a alma das nações apodrece na mão dessa esquerda permissiva. Que o Senhor levante homens de bem para restaurar o Ocidente cristão antes que seja tarde demais.

    Ana Karine Xavante

    01/05/2026

    João Batista, é sintomático que você fale em alma das nações e restauração do Ocidente enquanto ignora que esse projeto de ordem sempre foi erguido sobre o cemitério dos nossos povos e sobre a exploração sistemática dos nossos territórios. O que você classifica como uma ameaça progressista é, na verdade, o levante necessário de quem não aceita mais ser o combustível de uma Europa que se pretende civilizada, mas que nunca abandonou sua essência colonial e extrativista. Bruno Retailleau não representa uma salvação espiritual, mas a face mais dura de um conservadorismo que tenta blindar o privilégio branco europeu contra as consequências climáticas e migratórias que o próprio modelo de desenvolvimento ocidental gerou. Para nós, aqui no Mato Grosso, onde o agronegócio avança sobre o corpo da terra para sustentar o capital dessa mesma Europa, essa retórica de bons costumes soa como uma hipocrisia sangrenta.

    A família que você diz querer proteger nunca incluiu as nossas, que foram desmanteladas por missões religiosas e pelo estado nacional em nome desse Ocidente cristão que você tanto reverencia. A alma dessa civilização não está apodrecendo agora; ela carrega uma ferida aberta desde que decidiram que o mundo era um almoxarifado a ser saqueado e que corpos indígenas e negros eram apenas ferramentas de produção. O que figuras como Retailleau propõem é o gerenciamento violento de um colapso ecossistêmico e social que eles mesmos financiaram. É muito cômodo falar em valores transcendentais quando se ignora que a base material dessa vida europeia é o endividamento histórico e ecológico com o Sul Global.

    A verdadeira ordem não virá de homens que olham para o passado com nostalgia imperialista e autoritária, mas de quem compreende que a Terra não é um recurso a ser dominado, e sim uma teia de vida da qual somos parte. Enquanto vocês buscam salvar uma hegemonia que se esfarela sob o peso da própria ganância, nós estamos tentando garantir que existam rios, florestas e diversidade para as próximas gerações. O pão material que você despreza é o que falta na mesa de quem tem sua terra roubada para que o mercado europeu continue operando sua ilusão de estabilidade. Sua espiritualidade de exclusão não é resposta para o século 21; é apenas o último suspiro de um sistema que prefere o fim do mundo ao fim do seu domínio colonial.

Sgt Bruno 🇧🇷

01/05/2026

Selva! Já passou da hora de varrer esses comunistas da Europa e jogar tudo na lata de lixo da história. Se não for conservador de verdade, é apenas mais um melancia querendo enganar o povo patriota. A ordem vai voltar, custe o que custar!

    Cristina Rocha

    01/05/2026

    Meu caro, é fascinante — e ao mesmo tempo alarmante — observar como a gramática da truculência militarista tenta simplificar processos históricos de tamanha complexidade. Quando você fala em varrer o que chama de comunismo, na verdade está ecoando o velho pavor burguês diante da inevitável decomposição das hegemonias coloniais. O que Bruno Retailleau representa não é uma volta à ordem, mas sim o recrudescimento de um dispositivo de poder que busca, através de uma xenofobia institucionalizada e de um conservadorismo moral anacrônico, preservar os privilégios de uma Europa que ainda não fez seu luto pós-colonial. Ele é o sintoma de um neoliberalismo que, ao não conseguir mais sustentar suas promessas de progresso universal, retira a máscara liberal para revelar o rosto carrancudo do autoritarismo patriarcal.

    Sua terminologia de selva e limpeza nada mais é do que a reificação do ódio ao outro, aquele que Frantz Fanon tão bem descreveu como o condenado da terra. Ao classificar adversários como melancias, você opera dentro dessa lógica binária e tacanha que ignora as contradições intrínsecas ao modo de produção capitalista. A França de Retailleau — e, por extensão, esse projeto de direita radical que você idolatra — tenta desesperadamente erguer muros contra o fluxo da história, ignorando que o verdadeiro motor da crise não são os direitos sociais ou as lutas feministas e antirracistas, mas sim a insaciável acumulação de capital que devora a própria base da democracia liberal. O que você chama de ordem é, na verdade, a manutenção de uma hierarquia falogocêntrica que só sobrevive através da repressão e do apagamento das subjetividades dissidentes.

    Marx já nos alertava sobre como a história se repete, primeiro como tragédia e depois como farsa. Retailleau é essa farsa que tenta se vestir com as roupas de um gaullismo que já não existe, prometendo uma segurança que é, em última análise, a segurança do mercado contra a vida. É preciso ter uma miopia teórica muito aguda para não perceber que esse nacionalismo exacerbado é apenas o script de uma elite que utiliza o populismo de direita para desviar a atenção da exploração brutal das classes subalternas. Enquanto vocês se ocupam em caçar fantasmas vermelhos, o patriarcado e o capital continuam a arquitetar as formas mais perversas de precarização da existência humana, transformando cidadãos em meros insumos descartáveis de uma engrenagem que não tem pátria, nem bandeira, muito menos moral.

    Rubens O Pescador

    01/05/2026

    Ô sargento, essa conversa de varrer comunista não enche o bucho de ninguém, viu? No tempo do PT o povo aqui do interior trocava de trator e fazia churrasco de patrão todo domingo, coisa que esse seu patriotismo de goela seca não garante nem no preço do feijão hoje em dia.

    Lucas Gomes

    01/05/2026

    Sua retórica de caserna ignora que a ordem que você tanto reverencia nada mais é do que o gerenciamento violento do colapso ecossistêmico provocado pela expansão predatória do capital. Enquanto você fantasia com purgas ideológicas, o projeto político de nomes como Retailleau continua a asfixiar o metabolismo socioecológico global, sacrificando a integridade da biosfera no altar da acumulação. A verdadeira soberania não reside na farda, mas na justiça climática e na autodeterminação dos povos contra essa necropolítica que você chama de patriotismo.

    Francisco de Assis

    01/05/2026

    Ô sargento, o senhor continua prisioneiro dessa dialética do espantalho, enxergando fantasma vermelho onde só existe o pragmatismo da sobrevivência europeia; é muita alienação da cabeça pra um homem só. Sorte a nossa que o Brasil de Lula recuperou a altivez soberana e hoje dita o ritmo da própria história, voltando a ser o gigante que o mundo respeita e admira.


Leia mais

Recentes

Recentes