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PGR promete investigar assassinatos de sem-terra na Paraíba

Por Miguel do Rosário

10 de dezembro de 2018 : 10h05

Agora é cobrar que a PGR cumpra a promessa divulgada em sua nota de repúdio.

No site do MPF

NOTA DE SOLIDARIEDADE E REPÚDIO

Ministério Público Federal manifesta solidariedade às famílias dos trabalhadores rurais assassinados na Paraíba

A Procuradoria Geral da República (PGR), a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) e a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão na Paraíba (PRDC/PB), órgãos do Ministério Público Federal, vêm a público manifestar solidariedade às famílias de José Bernardo da Silva, conhecido como Orlando Bernardo, e Rodrigo Celestino, brutalmente assassinados na noite do sábado, 8 de dezembro de 2018. As duas vítimas eram militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na Paraíba e foram mortos no Acampamento Dom José Maria Pires, localizado no município de Alhandra, na região sul do estado.

Orlando era irmão do coordenador do Movimento dos Atingidos por Barragens na Paraíba (MAB/PB), Osvaldo Bernardo, que também integra a coordenação nacional do MAB. Desde o início da década, o Ministério Público Federal, através da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, atua em defesa dos direitos humanos das pessoas atingidas pela construção da barragem de Acauã, construída no final dos anos 90, no Agreste paraibano.

Orlando é o segundo irmão de Osvaldo Bernardo a ser morto por execução. O primeiro, Odilon Bernardo da Silva Filho, que também integrava a coordenação do MAB de Acauã, foi assassinado em 2009, aos 33 anos, numa emboscada, à noite, quando voltava para sua residência, depois de um encontro com amigos e militantes do MAB.

Após a morte de Odilon, Osvaldo entrou para o programa de proteção aos defensores dos direitos humanos. Agora, a dois dias da comemoração dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), mais um irmão de Osvaldo é assassinado, fato que preocupa diante do contexto sombrio de violência contra os movimentos sociais e demonstra quão distante ainda estamos da efetivação dos direitos garantidos pela Declaração.

Diante desse quadro, a PGR, a PFDC e a PRDC/PB reiteram o compromisso com a proteção dos direitos humanos dos assentados e envidarão todos os esforços perante os órgãos de investigação para que a autoria do duplo assassinato seja esclarecida e os responsáveis punidos conforme a lei.

Raquel Dodge
Procuradora-Geral da República

Deborah Duprat
Procuradora Federal dos Direitos do Cidadão

José Godoy
Procurador Regional dos Direitos do Cidadão

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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3 comentários

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Renato

10 de dezembro de 2018 às 13h41

A PGR poderia prometer investigar todos os 60.000 assassinatos que todos os anos ocorrem no Brasil, e não apenas os assassinatos dos Sem-Terra na Paraíba e da Marielle no Rio de Janeiro. Poderia também prometer investigar o assassinato dos seis inocentes na lambança da polícia petista do Ceará !

Responder

Paulo Cesar

10 de dezembro de 2018 às 10h40

Ah mas o Ciro disse que não há ameaça a democracia.
Fiquem tranquilos hahaha
E sobre as falcatruas do Guedes?
Vai defender ele também?

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    Miguel do Rosário

    10 de dezembro de 2018 às 16h58

    Paulo Cesar, o que tem a ver Ciro com isso? Que insanidade! Ocorreram 60 mil assassinatos por ano durante a era petista, incluindo aí assassinatos de lideranças rurais. Uma coisa é a ameaça a democracia, outra coisa é a violência no campo e nas cidades. Menos, né!

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