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Lava Jato é responsável por 4,4 milhões de empregos perdidos

Por Redação

03 de maio de 2022 : 07h41

FUP – Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, ligado à Federação Única dos Petroleiros (Dieese/ Subseção FUP), mostra que a categoria petroleira não teve o que celebrar no 1º de maio, Dia Mundial dos Trabalhadores.

De acordo com o estudo, a operação Lava Jato foi responsável pela perda de 4,4 milhões de empregos no país, principalmente nos setores de petróleo e gás e construção civil.

Diante dos dados alarmantes, a FUP se uniu à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e outras entidades sindicais, nas manifestações que ocorreram em diversas cidades do país no dia 1º de maio, com o tema “Emprego, Direitos, Democracia e Vida”.

A pesquisa do Dieese/Subseção FUP revela que o corte de vagas gerado pela operação resultou na perda de R$ 172,2 bilhões de investimentos para o país. Por conta disso, o Produto Interno Bruto (PIB) deixou de crescer 3,6% entre 2014 e 2017; a economia perdeu R$ 85,8 bilhões somente em massa salarial; e o Estado deixou de arrecadar R$ 47,4 bilhões em impostos.

Deyvid Bacelar, coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), destaca que a operação Lava Jato foi política, como mostraram as conversas vazadas e amplamente divulgadas pela mídia.

“Foi uma verdadeira tragédia para a população brasileira e para toda a economia nacional. A Lava Jato destruiu empresas que empregavam milhares de trabalhadores, ao invés de punir as pessoas que cometeram alguma irregularidade. Jogou fora a água, a criança e a bacia! Ao destruir empresas brasileiras, a operação afetou as economias local, regional e nacional. São mais de 4 milhões de trabalhadores e trabalhadoras desempregados por causa dessa operação que já foi desmascarada em todo o mundo como uma jogada totalmente política e não apenas contra a corrupção”, diz Bacelar.

O estudo do Dieese sobre o impacto da operação na economia brasileira foi feito com base na Matriz Insumo Produto (MIP). Ao bloquear atividades de fornecedores e suspender obras públicas, o documento mostra que a Lava Jato abalou a estrutura de vários setores no país.

O desemprego em massa atinge fortemente o varejo, por exemplo. O impacto da redução dos investimentos dos setores de petróleo e gás e da construção civil sobre os demais setores funciona como um efeito cascata na economia local.

Outro fator que afeta diretamente a categoria petroleira é a política de desinvestimento da Petrobrás, como revela outro levantamento feito pelo Dieese/ Subseção FUP. Segundo a investigação, entre 1995 e 2013 a companhia apresentou crescimento contínuo no número de trabalhadores.

Entretanto, de 2014 em diante, 302 mil trabalhadores foram desligados da empresa, sendo 40,5 mil empregados próprios e 261,5 mil terceirizados. O período coincide com o aumento na venda de ativos da Petrobrás: de 2013 a 2021, foram 93 negociações – 79 no Brasil e 14 no exterior.

Deste número, 62 ocorreram entre janeiro de 2019 e março de 2022, durante o mandato do presidente Jair Bolsonaro. Ao longo dos anos, a região Nordeste foi a que mais perdeu trabalhadores, como mostra o quadro abaixo.

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3 comentários

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Paulo

03 de maio de 2022 às 20h11

O achaque à Petrobrás é obra do PT. O desmonte da companhia, obra de Bolsonaro…

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Alexandre Neres

03 de maio de 2022 às 13h27

Da lavra do decano do jornalismo brasileiro, Janio de Freitas, um baita jornalista, merece ser emoldurado. Dedico este artigo brilhante ao Pianca!

São condenados pelo mundo
Conclusão da ONU sobre casos de Lula é esmagadora para Moro e Deltan
domingo, 1 de maio de 2022

Jornal Folha de S. Paulo | Política | Janio de Freitas

A conclusão dos seis anos de exame, na ONU, dos processos contra o ex-presidente Lula é esmagadora para Sergio Moro, mas seu alcance não cessa na condenação moral desse ocupante ilegítimo de uma cadeira de juiz.

Moro e Deltan Dallagnol, também objeto da condenação moral, sem poderosos coadjuvantes não conseguiriam subverter algo tão relevante como é o processo de eleição de um presidente da República.

Não receberem menção direta da ONU não é excluir da condenação moral esses coautores. Outros dos muitos sentidos implícitos, mas não obscuros, na conclusão das duas dezenas de autoridades internacionais do Comitê de Direitos Humanos da ONU é a grande impunidade brasileira.

O velho vício nacional de caráter se impõe, paradoxal, com a inconsequência penal das transgressões judiciais e da articulação eleitoralmente violadora. O ministro Gilmar Mendes, para surpresa de muitos, criou um caso raro.

Sua decisão individual de impedir, sem base jurídica ou factual, que Lula fosse ministro da presidente Dilma abriu o caminho para o golpe no processo eleitoral de 2018, com a retirada forçada de Lula. Na prática, a entrega a Bolsonaro da vitória ilegítima.

Gilmar Mendes viria a ser, porém, o mais áspero crítico de Moro no Judiciário e batalhador pelo reconhecimento, no Supremo, da parcialidade e da suspeição de Moro contra Lula.

O Tribunal Regional Federal da Região Sul, sediado em Porto Alegre, foi o revisor dos atos de Moro.

Endossou-os na aprovação dos atabalhoados relatórios do juiz João Gebran e dos seus companheiros de turma, que não se pouparam em sinais de entendimento com Moro e das mesmas parcialidade e suspeição.

O TRF-4 e os que lá reviram sem rever as transgressões e malandragens de Moro têm lugar destacado na condenação moral. O Conselho Nacional de Justiça não quis perceber irregularidade alguma nos procedimentos de Moro.

Os desvios de conduta judicial e pessoal estavam até na imprensa, apesar de tão discretos quanto possível. Eram inúmeros juristas e advogados sempre prestigiados pelo jornalismo a advertir, sem descanso, para a ocorrência de cada perversão praticada por Moro e por Deltan Dallagnol. Em vão.

Vigorava, em nome do jornalismo, um dos componentes mais deploráveis do acontecimento escandalosamente histórico que foi, ainda é, a distorção da escolha eleitoral de um presidente da República.

Tudo o que houve por ação ou influência da Lava Jato de Curitiba só foi possível pela força do ambiente criado por imprensa e TV combinadas.

Os então editores de primeira página, de telejornais e seus chefes, acompanhados da quase totalidade dos comentaristas profissionais, colunistas e editorialistas, tiveram protagonismo decisivo.

A maioria, no mínimo, consciente das irregularidades a que dava apoio. E do que fazia o Moro a quem aplaudia. Assim está configurada uma dívida monstruosa com o país dos últimos oito anos, desmoralizado, mais degradado do que nunca e aturdido na obscuridade do seu futuro.

São esses protagonistas os que cobram autocrítica -de Lula. Desde que o Supremo Tribunal Federal fixou a convicção de que Moro conduziu com parcialidade e suspeição os processos contra Lula, tornou-o merecedor de passar da cadeira de juiz à de réu.

Suas transgressões foram criminosas: fez e divulgou gravação clandestina de telefone da presidente, divulgou mentiras de Palocci sobre Lula a uma semana da eleição para beneficiar Bolsonaro, e muito mais. Por aí vagueia, no entanto, como autocandidato a presidir o país.

No rol dos construtores deste período desastroso há um oceano de traições à função pública que, em país de alguma decência, não ficariam impunes. Aqui, os gritos são contra a impunidade de crime vagabundo e de ferocidades animalescas.

Mas esta impunidade primária só existe como decorrência da impunidade que, entre tantos, beneficia Moro, Dallagnol e muitos atingidos pela conclusão da ONU. Sintam-se como são: condenados morais pelo mundo.

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Fanta

03 de maio de 2022 às 12h07

FUP e CUT…kkkkkkkkkkkkkkkkk

E depois tem gente que se pergunta porque os sindicatos sao uma piada…

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