O bloco xiita do Iraque acelera as discussões para escolher o próximo primeiro-ministro, com o Quadro de Coordenação enfrentando forte pressão simultânea de Washington e Teerã.
O primeiro-ministro Mohammed Shia al-Sudani busca a recondução para um segundo mandato. Ele rivaliza com facções ligadas ao ex-premiê Nouri al-Maliki, próximo da República Islâmica do Irã e rejeitado pelos EUA.
Segundo o Al Jazeera, o bloco controla cerca de 185 dos 329 assentos no Parlamento iraquiano. A legenda tenta equilibrar as relações com as duas potências enquanto resolve divisões internas.
O comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária iraniana, Ismail Qaani, viajou a Bagdá para mediar o impasse político. A visita atendeu pedido de al-Sudani e contou com mediação de Falih al-Fayadh, líder das Forças de Mobilização Popular.
Abu Fadak al-Mohammadawi, chefe de gabinete das Forças de Mobilização Popular, integrou as reuniões com dirigentes do Quadro de Coordenação. O principal objetivo era impedir o avanço de Bassem al-Badri, aliado de Maliki e chefe da Comissão de Responsabilidade e Justiça.
O sistema político iraquiano baseia-se na partilha de poder entre as diferentes comunidades. A presidência cabe aos curdos, o Parlamento aos sunitas e o cargo de primeiro-ministro aos xiitas.
O presidente dos EUA, Donald Trump, classificou a eventual volta de Nouri al-Maliki como um erro grave. O líder norte-americano ameaçou suspender o apoio a Bagdá e bloquear receitas de petróleo depositadas no Federal Reserve.
Maliki considerou as declarações americanas uma violação da soberania iraquiana. O ex-premiê ainda enfrenta resistência de aliados que temem sanções econômicas e o congelamento de recursos externos.
Diplomatas norte-americanos afirmaram não ter preferência por nomes específicos além da rejeição a Maliki. Eles alertaram sobre a possibilidade de não renovar a ordem executiva que protege ativos iraquianos no exterior.
Al-Sudani assinou contratos com a petroleira Chevron para campos no sul do país. Ele também autorizou respostas de milícias xiitas a ações dos Estados Unidos contra suas posições.
Grupos alinhados a Teerã atacaram interesses americanos no Iraque em meio às tensões regionais. O contexto aumenta a complexidade da formação do novo governo em Bagdá.
A população iraquiana sofre com o aumento de tarifas alfandegárias e impostos sobre serviços básicos. Comerciantes promoveram greves e protestos em diversas cidades diante do disparo nos custos de importação.
O Iraque acumula dívida superior a 90 trilhões de dinares e depende quase totalmente da renda petrolífera. Especialistas alertam que a indefinição política ameaça paralisar a administração pública e agravar a crise econômica.
Leia também: Bomba! EUA estão prestes a anunciar retirada das tropas no Iraque
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Zé Trovãozinho
20/04/2026
Mais um exemplo de como esses países viram joguete nas mãos das potências. Enquanto EUA e Irã disputam influência, o povo iraquiano continua pagando a conta. No fim, quem manda mesmo não é o voto, é o petróleo.
Jeferson da Silva
20/04/2026
Verdade, Zé Trovãozinho, e o pior é que esse jogo sujo das potências parece o mesmo que fazem por aqui — o povo trabalha, sua, morre, e quem lucra são sempre os donos do petróleo e das armas.
Eduardo C.
20/04/2026
Interessante ver como a política iraquiana continua sendo um tabuleiro de forças externas. Sempre me pergunto onde ficam os números da representatividade interna quando EUA e Irã puxam cada um de um lado. Sem dados concretos sobre apoio popular, tudo parece mais uma equação de pressões do que uma escolha soberana.
Clarice Historiadora
20/04/2026
Mais um capítulo da velha disputa imperial por influência no Oriente Médio. Os mesmos EUA que destroçaram o Iraque agora posam de defensores da estabilidade, enquanto o Irã tenta garantir seu quinhão. No fim, quem paga o preço é sempre o povo iraquiano, exausto de ser laboratório geopolítico dos outros.
Beto Engenheiro
20/04/2026
Enquanto eles brigam por poder e influência, o país continua sem infraestrutura básica decente. Se quisessem mesmo estabilidade, investiriam em energia, transporte e reconstrução. Política sem obra é só conversa vazia.
Sgt Bruno 🇧🇷
20/04/2026
Mais uma vez prova que o mundo tá dominado por interesses estrangeiros! Esses grupos no Oriente Médio vivem debaixo da bota de potências que só querem petróleo e poder. Se fosse um governo forte, botava ordem e jogava os comunistas e oportunistas na lata de lixo! Selva!
Renato Professor
20/04/2026
Sgt Bruno, o problema é que “botar ordem” à força foi justamente o que as potências estrangeiras fizeram por décadas — e o resultado está aí, em ruínas. Economia solidária e soberania popular dão mais trabalho que tanque, mas funcionam melhor que fuzil.
Alice T.
20/04/2026
Mais um capítulo da eterna disputa de marionetes entre EUA e Irã, e quem paga o preço é sempre o povo iraquiano. Impressionante como as potências jogam xadrez geopolítico com vidas reais e ainda posam de defensores da democracia.
Tadeu
20/04/2026
Essas disputas lá no Oriente Médio nunca acabam, né? No fim das contas, o que me interessa é se isso vai mexer com o preço do petróleo e, consequentemente, com a inflação aqui. Política externa só me chama atenção quando bate no bolso.
Luciana
20/04/2026
Enquanto eles brigam pra decidir quem manda no Iraque, a gente aqui continua brigando pra pagar o gás e o cartão no fim do mês. Política internacional é bonita no jornal, mas o que muda mesmo é o preço do arroz no mercado.
Tonho Patriota
20/04/2026
ISSO AÍ É MAIS UMA PROVA QUE O MUNDO TÁ DOMINADO PELOS GLOBALISTAS! EUA E IRÃ JUNTOS, É TUDO TEATRO PRA CONTROLAR O PETRÓLEO E O NÍOBIO! QUEM FEZ O L AGORA VAI TER QUE AGUENTAR O COMUNISMO INTERNACIONAL BATENDO NA PORTA! ACORDA BRASIL!!!
Mariana Ambiental
20/04/2026
Tonho, comunismo internacional é o novo bicho-papão da Faria Lima agora? Enquanto você caça globalistas imaginários, o agronegócio e as petroleiras seguem deitando e rolando com apoio dos mesmos que dizem te defender.