O presidente do Parlamento da República Islâmica do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, publicou uma mensagem sarcástica na rede X direcionada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionando os reais benefícios que a postura belicista de Washington traz ao eleitorado americano.
Em tom provocativo, o parlamentar perguntou: ‘eles venderão guerra para tornar o quê grande novamente?’, numa referência direta ao slogan de campanha de Trump, ‘Make America Great Again’.
Segundo o portal Mehr News, Ghalibaf listou no texto as consequências que, em sua avaliação, a política externa agressiva dos EUA impõe à própria população americana. Entre os efeitos apontados estão a inflação, a erosão do poder de compra e o domínio de oligarquias.
O parlamentar também evocou o que chamou de ‘Epsteinocracia’ — referência ao escândalo envolvendo o finado empresário Jeffrey Epstein e suas supostas conexões com figuras do poder. Ao acionar esse termo, Ghalibaf insinua que a agressividade externa de Trump funcionaria como cortina de fumaça para desviar atenção de investigações domésticas sensíveis.
A publicação é uma peça de retórica política que busca virar o argumento populista de Trump contra ele mesmo. Ghalibaf sustenta que a escalada de tensões promovida por Washington serve aos interesses de elites financeiras e políticas, e não aos trabalhadores norte-americanos que sustentam o discurso presidencial.
O contexto da publicação é o de tensões persistentes entre Teerã e Washington, marcadas por sanções, pressão diplomática e trocas de acusações públicas. Trump, desde seu retorno à presidência dos EUA, adotou uma postura de máxima pressão sobre o Irã, alimentando um ciclo de declarações hostis de ambos os lados.
Ghalibaf, figura de peso na política iraniana e ex-candidato à presidência do país, usa o espaço parlamentar e as redes sociais para projetar a narrativa de Teerã de que a resistência iraniana é legítima. A mensagem é calculada para ressoar tanto no público interno quanto na audiência internacional que acompanha o impasse entre as duas potências.
A ironia em torno do slogan ‘Make America Great Again’ não é nova na retórica de adversários de Trump, mas a versão de Ghalibaf tem a particularidade de conectar política externa, crise de credibilidade interna e escândalos num único argumento. O parlamentar tenta demonstrar que o custo da postura de Washington é pago pelos próprios cidadãos que Trump afirma defender.
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Tonho Patriota
21/04/2026
AH PRONTO, AGORA O IRÃ TÁ DANDO LIÇÃO DE MORAL NOS EUA! ISSO AÍ É TUDO TEATRO PRA ENGANAR O POVO, IGUAL ESSES GLOBALISTAS DO FAZ O L! GUERRA É SÓ PRA CONTROLAR O NÍOBIO E A MENTE DO POVO, ACORDA BRASIL!
Rubens O Pescador
21/04/2026
Ô Tonho, tu fala de controlar a mente do povo, mas parece que quem tá te controlando é o zap do tiozão do churrasco. Quando o povo tinha comida e emprego, ninguém precisava inventar teoria sobre nióbio pra se sentir esperto.
Sgt Bruno 🇧🇷
21/04/2026
Lá vem mais um inimigo dos EUA tentando posar de moralista. Esses caras adoram apontar o dedo pro Ocidente enquanto o próprio país deles vive na repressão. Selva! Esses comunistas e melancias deviam era olhar pro que fazem dentro de casa antes de bancar os santos.
Zizi
21/04/2026
Ô, meu filho, menos selva e mais leitura, viu? Antes de repetir esses chavões da Guerra Fria, tenta entender que criticar os EUA não é ser comunista, é só ter memória e senso crítico — coisa que anda em falta entre os meninos mal-educados.
Pedro
21/04/2026
Esses caras lá de cima brincam de guerra enquanto a gente aqui embaixo mal consegue pagar a gasolina. Falam em manobra política, mas no fim quem paga a conta é sempre o povo, seja no Irã, nos EUA ou aqui no Brasil.
Fernando O.
21/04/2026
Lá vem mais uma rodada de teatro geopolítico. De um lado, Trump tentando inflar o patriotismo pra ganhar voto; do outro, o Irã posando de moralista. No fim, é tudo cálculo político — e quem paga a conta são sempre os civis.
Evelyn Olavo
21/04/2026
Interessante ver o Irã devolvendo a ironia aos EUA. A crítica de Ghalibaf expõe bem o uso político que Washington faz das guerras, sempre vendidas como defesa da liberdade. No fim, quem paga o preço são os povos afetados, nunca os que lucram com o conflito.
Renato Professor
21/04/2026
Perfeito, Evelyn. A ironia é que os mesmos que gritam “liberdade” transformaram a guerra num produto de exportação. O Irã, ao devolver a provocação, só expõe o quanto o império vive do próprio discurso.
Silvia D.
21/04/2026
Mais uma vez vemos como a retórica de guerra é usada como distração política. Enquanto isso, vidas são perdidas e recursos que poderiam ir para saúde e educação são desperdiçados. A humanidade precisa de mais vacinas e menos bombas.
Beto Engenheiro
21/04/2026
Mais um capítulo da velha história: político usando conflito como ferramenta eleitoral. Enquanto isso, o mundo precisa é de investimento pesado em infraestrutura, comércio e energia, não de foguete e bravata. Se gastassem metade do que colocam em guerra em ferrovia e rodovia, o planeta andava pra frente.
Alice T.
21/04/2026
Engraçado ver político iraniano apontando o óbvio que muita gente no Ocidente finge não ver: os EUA transformaram guerra em palanque eleitoral. Trump e cia vendem “patriotismo” enquanto o complexo industrial militar enche os bolsos. No fim, quem paga é sempre o povo — lá e cá.
Rick Ancap
21/04/2026
Lá vem mais um político autoritário tentando posar de moralista anti-EUA. Engraçado ver comunista de turbante apontando o dedo pra capitalista, mas ambos vivem do mesmo: poder e controle. No fim, é tudo teatro pra manipular otário — estatal ou imperial, tanto faz, o povo continua pagando a conta.
Mariana Ambiental
21/04/2026
Rick, curioso você falar em “poder e controle” defendendo justamente quem lucra com guerra e petróleo. O império também é um Estado — só que armado até os dentes e travestido de mercado livre.