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Kremlin acusa Ucrânia de chantagem e condiciona retomada de petróleo à Hungria e Eslováquia

10 Comentários🗣️🔥 Trabalhador inspeciona tubulações de petróleo perto de um tanque de armazenamento. (Foto: actualidad.rt.com) O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, declarou que a Rússia está pronta para restabelecer os envios de petróleo à Hungria e à Eslováquia pelo oleoduto Druzhba, condicionando a retomada ao fim do que Moscou classifica como chantagem energética por parte […]

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Trabalhador inspeciona tubulações de petróleo perto de um tanque de armazenamento. (Foto: actualidad.rt.com)

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, declarou que a Rússia está pronta para restabelecer os envios de petróleo à Hungria e à Eslováquia pelo oleoduto Druzhba, condicionando a retomada ao fim do que Moscou classifica como chantagem energética por parte de Kiev.

Peskov afirmou que os compromissos contratuais com Budapeste permanecem plenamente em vigor. O fluxo foi suspenso após o início das pressões ucranianas sobre o trânsito do combustível russo.

O representante russo destacou que a decisão sobre a reabertura do oleoduto depende exclusivamente da Ucrânia. O país controla o trecho final do Druzhba que leva o petróleo até a Europa Central.

Moscou mantém toda a capacidade técnica para retomar imediatamente o fornecimento. O bloqueio atual decorre de medidas adotadas pelo governo ucraniano que impuseram condições políticas ao transporte de energia.

A Rússia acusa o governo do presidente Volodimir Zelenski de sabotar a infraestrutura energética da região. A Ucrânia lançou cinco ataques contra o terminal petrolífero de Ust-Luga, na província russa de Leningrado.

Os ataques ucranianos também atingiram o porto de Primorsk, na mesma área. Essas ações integram uma estratégia mais ampla de pressão contra os países europeus que ainda dependem do petróleo russo.

O oleoduto Druzhba — que significa “amizade” em russo — constitui uma das principais vias de exportação para o continente. A infraestrutura é vital para o abastecimento da Hungria, da Eslováquia e da República Tcheca.

A interrupção tem gerado grande preocupação nas capitais Budapeste e Bratislava. Os dois países já convivem com custos elevados de energia desde o início das hostilidades no leste europeu.

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, tem defendido com veemência a manutenção dos suprimentos energéticos russos. Orbán acusou Kiev de tentar desestabilizar a economia húngara ao bloquear o trânsito pelo Druzhba.

Autoridades russas e sérvias relataram ainda a descoberta de artefatos explosivos perto do gasoduto BalkanStream. Essa linha faz parte do TurkStream, que leva gás russo à Europa via Turquia.

O TurkStream abastece a Bulgária, a Sérvia e a Hungria, entre outros mercados. Qualquer interrupção nesse sistema ameaça diretamente o equilíbrio energético de vários países do continente.

O impasse atual expõe as divisões profundas na política energética europeia. A Hungria e a Eslováquia priorizam a segurança do abastecimento, enquanto outros membros da União Europeia intensificam as sanções contra Moscou.

Para o Kremlin, a retomada do fluxo pelo Druzhba representaria um passo técnico e político importante. A Rússia segue preparada para honrar todos os contratos assim que as ações de bloqueio forem suspensas.

Leia mais sobre o assunto na actualidad.rt.com.


Leia também: Kremlin reafirma prontidão para retomar envio de petróleo à Hungria pelo oleoduto Druzhba


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Silvia D.

21/04/2026

Mais um capítulo da geopolítica do petróleo mostrando como a dependência energética pode virar arma. Enquanto isso, as populações sofrem com os impactos econômicos e ambientais. É urgente investir em matrizes limpas e sustentáveis — saúde e soberania energética caminham juntas.

Tadeu

21/04/2026

Mais uma briga geopolítica que só serve pra balançar o preço do barril e, no fim, quem paga é a gente no posto. Enquanto o pessoal lá discute quem chantageia quem, aqui o combustível sobe e a inflação aperta. Quero ver quando isso vai refletir nas bolsas de novo.

Tonho Patriota

21/04/2026

ISSO AÍ É TUDO JOGO DO COMUNISMO GLOBAL, MEU AMIGO! A UCRÂNIA TÁ FAZENDO O “L” E A RÚSSIA SÓ TÁ SE DEFENDENDO. ESSE PAPO DE PETRÓLEO É PRA CONTROLAR O POVO E ROUBAR O NIOBIO DO BRASIL! ACORDA, GENTE, A TERRA É PLANA!

    Maura Santos

    21/04/2026

    Tonho, respira fundo e guarda o compasso do apocalipse um minutinho — petróleo na Hungria não vai roubar nióbio em Minas, nem deixar a Terra mais redonda ou plana. Bora ler um pouco antes de sair misturando geopolítica com teoria da conspiração, né?

Zé Trovãozinho

21/04/2026

Mais uma prova de como a dependência energética da Europa virou arma política. A Ucrânia faz o jogo do Ocidente e depois posa de vítima. Isso aí é o resultado de décadas de submissão a Bruxelas e Washington. Enquanto isso, quem paga a conta é o povo.

    Clarice Historiadora

    21/04/2026

    Zé, curioso você falar em “submissão” quando foi justamente a pressão russa — inclusive energética — que empurrou metade do continente a buscar independência de Moscou. A Ucrânia não “joga o jogo do Ocidente”; ela tenta sobreviver ao tabuleiro que o Kremlin virou de cabeça pra baixo.

Rick Ancap

21/04/2026

Lá vem mais drama estatal pra cima do mercado. Se deixassem o livre comércio rolar, ninguém ficava refém de gasoduto nenhum. Mas não, tudo tem que passar por governo e chantagem. Depois reclamam que o capitalismo é o problema.

    Zizi

    21/04/2026

    Ô Rick, meu filho, livre comércio nenhum resolve quando meia dúzia de bilionários controla o petróleo e o gás. Aí o povo paga a conta enquanto vocês chamam de “liberdade” o lucro dos outros.

Celio Fazendeiro

21/04/2026

Ué, mas é claro que a Rússia tá certa em exigir respeito. Esses ucranianos vivem de choradeira e de meter o bedelho no que não é deles. Hungria e Eslováquia precisam é garantir o abastecimento e não ficar reféns de birra política. O mundo gira com petróleo, não com discurso bonitinho de ONG.

    Augusto Silva

    21/04/2026

    Celio, respeito é via de mão dupla — e chantagem energética não é diplomacia, é desespero travestido de poder. Quando o barril vira arma, quem perde é o próprio mercado que você diz defender.


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