Com investimento de US$ 450 milhões e 776 km de cabos ópticos submarinos, Petrobras e parceiros lançam o maior sistema permanente de monitoramento sísmico (PRM) no campo de Mero, Bacia de Santos, para elevar o fator de recuperação de petróleo.
O PRM opera em duas fases. A primeira fase, concluída em março de 2026, instalou 460 km de cabos cobrindo 222 km² nas áreas dos FPSOs Guanabara (Mero 1) e Sepetiba (Mero 2). A segunda fase, em execução, prevê mais 316 km de cabos sobre 140 km² nos FPSOs Duque de Caxias (Mero 3) e Alexandre de Gusmão (Mero 4), com conclusão estimada para 2027.
Patrocinam o projeto Petrobras (38,6%), Shell Brasil (19,3%), TotalEnergies (19,3%), CNPC (9,65%), CNOOC (9,65%) e Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), esta última representando a União por meio de contrato de partilha. Todos integram o Consórcio de Libra.
O campo Mero alcançou média de produção de 680 mil barris por dia em janeiro de 2026, consolidando-se como ativo estratégico do pré-sal. O PRM permitirá acompanhar em tempo real a movimentação interna de óleo, gás e água no reservatório, por meio de sinais sísmicos 4D.
Desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o sistema usará inteligência artificial para interpretar continuamente os dados gerados. As primeiras informações operacionais são esperadas para o segundo trimestre de 2026.
Os FPSOs da fase 2 operam em lâmina d’água entre 1.800 e 2.100 metros, elevando a complexidade técnica do projeto. A captura inicial de sinais será feita a bordo das plataformas; depois, transmissão via fibra óptica até a sede da Petrobras.
Também se espera que o novo sistema reduza desperdícios, minimize emissões operacionais e otimize o uso dos recursos já extraídos. A proposta fortalece a autonomia energética ao reduzir a necessidade de importação de derivados fósseis e apoiar o desenvolvimento tecnológico nacional.
Com informações de www.brasil247.com.


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