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Artigo: o papel do jornalismo na destituição da presidente Dilma Rousseff

Por Redação

23 de dezembro de 2016 : 11h04

Enviado ao Cafezinho por e-mail

Comunicólogo da Universidade de Fortaleza, Alberto Perdigão escreve artigo e analisa o papel desempenhado pela imprensa brasileira no processo que culminou com a destituição da presidenta Dilma Rousseff. Para ele, há um deslocamento na imprensa do âmbito do jornalismo para o da publicidade, ou do interesse público para o do interesse privado.

Perdigão verifica que foi criada pelos grandes meios de comunicação uma opinião pública favorável ao impeachment. No artigo, ele apresenta características da atuação política da imprensa no Brasil, e propõe uma cronologia para a sua participação na destituição, identificando os modos utilizados pelo jornalismo no processo.

 

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1 comentário

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C.Poivre

23 de dezembro de 2016 às 12h04

Votei duas vezes na Presidenta Dilma, uma pessoa indiscutivelmente íntegra, mas que não teve capacidade de defender um mandato que lhe foi outorgado pelos brasileiros e que, portanto, não pertencia a ela e nem ao seu partido. Participei de todas as manifestações públicas a seu favor e contra o golpe em minha cidade, colaborei financeiramente, inclusive para as viagens dela pelo país que haviam sido proibidas pelo traíra usurpador. Mas não consigo me conformar com a postura defensiva que a nossa legítima Presidenta adotou antes mesmo do início de seu 2º mandato, cedendo a todas as pressões do neoliberalismo, colocando um ministro indicado por banqueiros e assim perdendo automaticamente a base popular que havia se unido de última hora para elegê-la. Ela facilitou muito a vida dos golpistas teimando em manter ministros que sabotavam seu governo (Levy), como os que não tinham força política (Mercadante e Cardozo) e que não conseguiram enxergar na lava jato uma ação golpista funcionando em paralelismo com a sempre golpista rede globo, ação golpista essa que era denunciada diariamente (de manhã, de tarde e de noite) pela sua base aliada, sua já minguada base popular, pelos sindicatos, pelos movimentos sociais e pelos blogs de Esquerda. Até hoje Dilma acha que o golpe foi tramado e executado pela dupla Aécio-Cunha e aparentemente não sabia que era espionada de todas as formas que as tecnologias atuais permitem, não usando sequer um celular criptografado em suas conversas. Não acionou a ABIN para, pelo menos, apurar se os boatos de conspiração em direção a um Golpe de Estado eram verdadeiras, não conferiu os humores dos ministros militares em relação a um possível golpe, não fez sequer varreduras em seus ambientes de trabalho, coisas inacreditáveis para uma pessoa forjada na luta política desde jovem, que vinha atuando em cargos públicos no RS e depois nos governos do Presidente Lula. Sua ficha parece ter começado a cair apenas quando já não havia mais o que fazer diante do “ACORDÃO” denunciado por Jucá e sua queda já era inevitável. Acho que ela deveria ter lutado com todas as forças que pudesse amealhar, começando pela inclusão das pessoas ligadas ao Presidente Lula em seu governo desde o primeiro dia. Lutar com todos os instrumentos legais que um regime presidencialista oferece, como vem fazendo bravamente o Presidente Maduro na Venezuela, pois, repito, seu mandato lhe foi outorgado pela maioria dos brasileiros e ela o exercia em seu nome e, portanto, tinha o dever de defendê-lo dentro da legalidade mas usando toda a dureza permitida em relação aos conspiradores/traidores.

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