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outubro 2017

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Não é “a política”, são alguns políticos. Não é “a justiça”, são alguns justiceiros. Falta o “ok” do líder

Escrito por , Postado em Redação, Wellington Calasans

Por Wellington Calasans, Colunista do Cafezinho

O discurso da generalização sempre aparece como o atalho para externar a indignação de alguns. Há quem prefira avaliar o contexto para que, dessa forma, possa substituir a indignação por solução. Há políticos sérios, há juízes sérios, há pessoas sérias e há um povo revoltado. O que falta? Um “ok” do líder.

O festival de absurdos contra os brasileiros e contra o Brasil apenas confirma que o problema não está no ataque da cleptocracia, mas sim na defesa dos golpeados. Os golpistas são uma quadrilha organizada, disposta a fazer qualquer coisa para assegurar a própria blindagem. Reféns dos próprios crimes, eles não podem recuar e por isso agem despudoradamente.

No campo da oposição o problema maior é a insistência em respeitar instituições momentaneamente falidas pela fulanização dos seus representantes. Defender um discurso ético contra inimigos notadamente criminosos e já manjados no modus operandi é um erro estratégico. Morrerão sufocados pela covardia e o medo todos os que gritam “é golpe!” e imploram por migalhas dos algozes.

Enquanto ainda resiste, cabe a Lula o papel de liderar a tão necessária revolução para que haja o verdadeiro descobrimento do Brasil. Crimes lesa-pátria gravíssimos têm sido cometidos diariamente, todos impunes. A destruição do Brasil é real. Também não haverá estado social se as nossas riquezas são entregues descaradamente como neste período do golpe.

A baderna está instaurada e é o único parâmetro da cleptocracia no poder. Esta baderna é manifestada de forma alternada e sincronizada entre gângsteres que ocupam as, temporariamente, falidas instituições. Somente através do rompimento com a atual estrutura e a promoção de reformas de todas elas é que será possível a retomada da normalidade institucional e democrática.

O julgamento de cada criminoso lesa-pátria, a moratória dos juros, a extinção da taxa SELIC, a taxação das grandes fortunas, a democratização da comunicação social, impostos para igrejas, reforma do judiciário e da política, etc. são indispensáveis. É preciso recomeçar do zero. É preciso promover a inevitável revolução, pois sem ela nunca teremos uma Nação. O Referendo Revogatório é o combustível desta revolução.

Falta ao líder a convocação do povo para esta luta inevitável. Somente Lula tem hoje o poder de convocar as massas para a promoção da “Queda da Bastilha”, versão tupiniquim. A “Revolução Morena”, como batizou o colega Miguel do Rosário. Sem este rompimento estaremos apenas colocando band-aid em erupções da catapora.

Não haverá eleição para presidente em 2018. Haverá eleição para coveiro do Brasil. Lula tem 72 anos, idade suficiente para saber se quer entrar para história como um preso injustiçado ou como o grande líder da “Revolução Morena”. “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”.

 

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